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Tempo de pena (real) de Robinho e detalhes do que o espera em Tremembé

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Robinho, como adiantado que ocorreria por este Blog do Paulinho, deu entrada, nesta madrugada, no presídio de Tremembé.

Sua pena, por estupro, é de nove anos, mas, em não cometendo falta grave, retornará para casa antes disso.

Após cumprimento de dois quintos da reprimenda (três anos a meio), Robinho poderá pleitear progressão ao semiaberto.

Porém, diferentemente doutras prisões, em Tremembé trata-se de ‘semi-fechado’, porque o preso recebe autorização para trabalhar, apenas, na área do presídio.

Capinagem, cozinha, horta, etc.

Somente se a ‘saidinha’ permanecer – diante da discussão posta no Congresso – é que Robinho, a partir do semiaberto, poderia deixar a prisão em cinco datas comemorativas.

Quanto tempo teria que permanecer neste regime?

Por mais dois quintos do restante da pena.

Ao migrar do regime fechado ao semiaberto, após três anos e meio, Robinho teria ainda cinco anos e meio de pena a cumprir; dois quintos destes perfazem dois anos e dois meses.

Ou seja, para ascender ao Regime Aberto (sair de Tremembé, definitivamente) e cumprir o restante da pena em casa, o ex-jogador terá que permanecer cinco anos e sete meses, no mínimo, no presídio.

Levando-se em consideração os trâmites burocráticos e a demora das decisões do judiciário local, provavelmente seis anos inteiros é uma previsão realista.

Os demais três anos seriam finalizados com Robinho na rua, porém sem a possibilidade de sair de casa das 20h às 06h, sendo obrigado a manter emprego fixo e informar ao juízo – pedindo autorização para fazê-lo – em caso de necessidade de passar a noite fora de sua residência.

Rotina de Tremembé

No início da madrugada, após o exame de corpo de delito, realizado ainda em São Paulo, em que o preso permanece nu diante de uma médica do Estado para verificação de possíveis violências sofridas quando de sua prisão, Robinho foi recebido em Tremembé.

Levado ao departamento de inclusão, retirou a roupa, para revista pessoal, e, após, passou por um scanner, que checa a possibilidade de objetos escondidos no corpo do apenado.

No mesmo instante, vestiu o uniforme da prisão e recebeu os kits que carregará por todo o período em que permanecer encarcerado (roupas, lençóis, objetos de higiene, uma caneca e uma colher azuis, além da lâmina de espuma utilizada como colchão).

Após aguardar alguns minutos numa pequena cela, Robinho foi levado a uma solitária, em ‘regime de observação’, no qual dividirá os próximos dez dias com pernilongos (muitos) e um cano de água fria, utilizado, ao mesmo tempo, para tomar banho e lavar os utensílios de refeição.

Hoje, às 05h40, foi acordado pelo barulho dos guardas conferindo as grades das celas; pouco após, um dos presos levou-lhe um copo de café, outro de leite e um pão.

Às 11h, almoçará (novamente servido pelo preso que trabalha no setor); as próximas refeições ocorrerão às 14h (café da tarde) e às 16h30 (jantar).

Passados dez dias, o estuprador será levado à cela que servirá de residência pelos próximos três anos e meio.

Daí, a rotina muda um pouco.

Serão quatro ou cinco pessoas num espaço reduzido dividindo péssimas condições de higiene; o banheiro contém chuveiro frio.

As refeições seguirão servidas nos mesmos horários.

Na hora e meia de sol disponível, Robinho, se desejar, sairá a uma espécie de pátio em que poderá interagir com os demais presos, utilizar uma ‘academia’ improvisada com pedras e garrafas pet cheias de água ou se arriscar num campinho de futebol.

Se optar por trabalhar, reduzirá a pena final em alguns meses.

Robinho poderá ser visitado, semanalmente, por familiares – que terá que indicar previamente, além de, diariamente, por advogados.

No semiaberto a alteração principal é que as celas se tornam galpões que recebem até 70 presos, com mais liberdade de circulação dentro do presídio.

O banho passa a ser quente.

A saidinha é a ‘Terra Prometida’; se acabar, o castigo será mais árduo.

O calor de Tremembé, em celas com as características que enfrentará (principalmente no semiaberto), é infernal; o frio, também.

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