No último dia 23, Manoel Ramos Evangelista, o Mané da Carne, conselheiro vitalício do Corinthians, defendeu-se em ação criminal promovida por Janja Lula, primeira dama do Brasil, a quem tratou como ‘putana’.
Chamou a atenção, além das argumentações criativas, dois documentos juntados por sua defesa.
O primeiro era um foto antiga, em que Mané estava junto com a diretoria do Corinthians em encontro com o presidente Lula.
Seus advogados alegaram, de maneira constrangedora, que tratava-se da prova de que o alvinegro era correligionário do petista.
Bastaria rápida passada de olhos nas mídias sociais de Mané para verificar o bolsonarismo extremado.
Por fim, e mais grave, foi a junção de um parecer do médico ultra-bolsonarista Ubiratan Mendonça Junior corroborando com a tese de que o cartola faria uso de medicamentos que, segundo a defesa, teriam influído em seu comportamento destemperado.
Sem data, nem aparência de usado, se não é, parece coisa encomendada.
Tomara não seja.
Além do bolsonarismo, Ubiratan fez campanha para o mitômano Augusto Melo se tornar presidente do Corinthians, o que evidencia possível desprezo pela ética e a verdade.
