
Assim que assumiu o poder, a nova administração do Corinthians desandou a contratar jogadores, porém com significativa diferença de práticas anteriores.
Ao assinar acordos, a ‘Renovação e Transparência’ aceitava clausula de multa por atraso de pagamento de, no máximo, 10% – que já era expressiva.
E sempre atrasava.
Na gestão Augusto Melo e Rubão estabeleceu-se entre 30% e 50% de penalização sobre cada parcela atrasada – fora juros e demais correções.
Percentual abusivo, para não dizer criminoso, absolutamente contrário aos interesses do clube..
É melhor negócio para os jogadores, seus agentes e dirigentes a eles associados que o Corinthians nunca honre os compromissos em dia.
No caso de Matheuzinho, além da multa, o clube utilizou como garantia de pagamento as parcelas do acordo com a BRAX, comprometendo R$ 16 milhões em 2024; R$ 2,6 milhões em 2025 e R$ 2,6 milhões em 2016.
Ou seja, quase 34% dos R$ 48 milhões anuais a serem pagos pela parceira foram utilizados para contratação de um único jogador, até então reserva do Flamengo, mas tão bem assessorado quanto o treinador, ambos agenciados por Kia Joorabchian.
Além de Augusto Melo e Rubão, foram complacentes o diretor de finanças, Rozallah Santoro e o jurídico, Yun Ki Lee.