
Estima-se que a construção do estádio do Palmeiras tenha custado em torno de R$ 660 milhões, com o pagamento atribuído, integralmente, à WTorre.
Quase metade do valor da obra da Arena de Itaquera (levando-se em consideração os itens da Copa do Mundo de 2014).
Do preço total, o Corinthians deve ainda R$ 630 milhões (aproximados) porque teve ajuda do Governo para quitar o restante (CIDs da Prefeitura bancaram a parte da Odebrecht); o clube tenta finalizar o resto da pendência num acordo a ser apreciado pela CAIXA.
No caso do Palmeiras a situação é mais grave.
A WTorre levantou o estádio a base de empréstimos e emissão de debentures, mas nunca pagou um centavo destas pendências.
Pelo contrário: a empresa está rolando a dívida em instituições bancárias, com grande incidência de juros e correção monetária.
Para o Banco do Brasil, o valor a ser honrado aproxima-se de R$ 600 milhões; ao Santander, fonte garante que faltariam R$ 350 milhões.
O BB, conforme demonstrou reportagem de Danilo Lavieri, no UOL, tentou vender a dívida da WTorre à Leila Pereira, presidente do Palmeiras, que não se interessou pela proposta.
Em regra, isso ocorre quando o banco possui quase a certeza do calote.
Nas mãos do Palmeiras, que, provavelmente pagaria bem menos do que o título original, o documento significaria, praticamente. retirar a WTorre da parceria.
Um grande negócio.
Sem contar que existe a possibilidade, em futuro cada vez mais próximo, no caso de calote definitivo da WTorre, desta dívida, sabe-se lá em condições, esbarrar no Verdão – solidário no contrato do imóvel.
A Presidente do Palmeiras deveria, em defesa do clube, sentar com o Banco do Brasil e tentar negociar a pendência; depois com o Santander.
As opções seriam: encontrar um patrocinador disposto a assumir o problema ou parcelar a dívida, que poderia ser honrada com a própria operação do estádio.
Nenhuma solução parece pior do que manter a WTorre, por décadas, em litígio com a agremiação.