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A língua de Leila e os patrocínios dos rivais

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Madame Leila Pereira disse, não há muito, que igualaria, na condição de presidente da Crefisa, o patrocínio pago ao Palmeiras com o de qualquer clube que viesse a superá-lo.

Chegou o momento de cumprir a promessa?

Talvez.

O anuncio do patrocínio do Corinthians supera o do Verdão em R$ 40 milhões anuais.

Em sendo verdadeiros os números, Madame teria que cumprir a palavra sob risco de grande pressão nos bastidores do clube.

Afinal, prevaleceriam os interesses de quais das presidências ocupadas, a da patrocinadora ou a do Verdão.

Mas, antes de qualquer coisa, é necessário ponderar.

A única ‘comprovação’ de que o Corinthians receberá R$ 120 milhões anuais, até o momento, é a palavra do agente de jogadores Augusto Melo, que preside o Corinthians, um notório mitômano.

Documentação não foi exibida.

Comprovado, até o momento – pelo Blog do Paulinho – é que a empresa gestora da ‘Vai de Bet’, constituída há pouco mais de um ano, possui capital social de R$ 500 (US$ 100), é sediada em Curaçao e foi expulsa da Inglaterra por ausência de documentação.

Há sérios indícios de possível esquema de lavagem de dinheiro do mercado imobiliário da Paraíba.

Detalhes no link a seguir:

Detalhes obscuros sobre o novo patrocinador do Corinthians (com documentos)

Em contrapartida, o patrocínio do Palmeiras, discorde-se ou não de como a empresa ganha seu dinheiro, é assinado por uma financeira com sede em território nacional, que paga impostos e presta contas à Receita Federal.

Seria desleal comparar os R$ 81 milhões pagos pela Crefisa/FAM com os anunciados, mas não comprovados, R$ 120 milhões que o Corinthians recebe (receberá?) de gente pra lá de suspeita.

O correto seria exigir de Leila não a equiparação de valores com o suposto acordo do rival, mas a imediata abertura de licitação para mensurar, no mercado de empresas sérias, o real valor que seria ofertado ao Verdão.

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