
André Negão e Augusto Melo, candidatos controversos à presidência do Corinthians, escolheram seus postulantes a vice-presidentes.
São duas vagas.
Salvo alterações futuras, a 1ª vice de André será ocupada pelo vereador Milton Leite (UNIÃO BRASIL), Presidente da Câmara, exemplo notório do que de pior existe na política.

O 2º vice será Donato ‘da Erva’ Votta, ex-Movimento ‘Fora Dualib’, notório bajulador da diretoria.
Figura presente, até então, nos pequenos negócios de Parque São Jorge.

O agente de jogadores Augusto Melo, protocolou hoje a candidatura.
Em não sendo impugnado, concorrerá com Osmar Stabile, ex-vice de Alberto Dualib, na 1ª vice-presidência.
Não era a primeira escolha
Emerson Piovesan foi sondado, mas Paulo Garcia proibiu que aceitasse o convite.
Stabile, assim como Melo, também agenciou jogadores, entre os quais o atacante Wilson, de quem detinha 100% dos direitos econômicos.
O clube teve prejuízo de R$ 18 milhões com o negócio (detalhes e documentos ao final da matéria)
Recentemente, Osmar ganhou holofotes após assumir a autoria de vídeo exaltando o golpe militar de 1964, embora o real criador da peça fosse Edgard Soares, a quem encobriu com a mentira.
O outro vice de Augusto é Armando Mendonça, parente do delegado Mario Gobbi, ex-presidente do clube.
Há uma década, logo após a morte do garoto boliviano Kevin Espada, vítima dos Gaviões da Fiel, a CONMEBOL puniu o Corinthians com a obrigatoriedade de jogar com portões fechados.
Aparentemente em busca de mídia, Mendonça entrou na Justiça e conseguiu liminar para ele e outras quatro pessoas entrarem no Pacaembu.

Além do flagrante desrespeito à memória de Espada, o advogado afrontou o Corinthians, que implorou para ele mudar de ideia; o clube temia sofrer novas sanções da Conmebol.
Na sequência, em aparente represália, a Confederação Sulamericana, através do árbitro Carlos Amarilla, ‘operou’ o clube contra o Boca Juniors.
Entre a satisfação pessoal e a possibilidade de prejudicar o Timão, Armando escolheu a primeira opção.
O episódio pode ser conferido no vídeo a seguir:
Stabile e Wilson

Em 28 de abril de 2003, Osmar Stabile, detentor de 100% dos direitos do jogador Wilson, utilizou-se de Moacir da Cunha Viana, seu funcionário, para ceder 50% do atleta ao Corinthians, pelo valor de R$ 640 mil.
Pelo acordo, teria direito a remuneração em venda futura.
O Blog do Paulinho teve acesso ao contrato, que tinha vigência de 04 anos (findava em 22/05/2007), período em que Stabile chegou a uma das vice-presidências de Alberto Dualib.


O contrato foi prorrogado, conforme demonstra o BID da CBF, para 31 de dezembro de 2007.
Aparentemente, o objetivo era resguardar o dinheiro de Stabile.
Pouco antes do final do vínculo, o Timão vendeu Wilson ao Gênoa/ITA por R$ 22 milhões.
Stabile, através de Moacir, teria direito a R$ 11 milhões.

O cartola, apesar de não constar em documentos, nunca escondeu a propriedade de Wilson, dizendo que objetiva apenas ajudar o clube.
Não é o que ocorreu.
Moacir, funcionário de Osmar, ingressou na Justiça contra o Corinthians porque Andres Sanches, presidente alvinegro à época da venda, se negou a pagar a quantia ao conselheiro.
O Timão foi condenado e a execução atingiu R$ 18 milhões.
