Ícone do site

Coluna do Fiori

Anúncios

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“O bom árbitro de futebol é aquele que a galera mal vê em campo e o ruim é aquele que não quer ver”

José Coutinho: Pensador

——————————————-

21ª Rodada do Brasileirão, Copa Sul-Americana 2023 e Política

Sábado 26/08

Flamengo 0 x 0 Internacional

Árbitro: Edina Alves Batista (FIFA-SP)

VAR

Wagner Reway (FIFA-PB)

Item Técnico

Trabalho aceitável da árbitra e assistentes em partida muito truncada

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para rubro-negros e 04 para colorados

Corinthians 1 x 1 Goiás

Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (FIFA-MG)

VAR

Rafael Traci (FIFA- SC)

Item Técnico

No ato e corretamente sinalizou a marca da cal favorável a equipe goiana quando da falta cometida pelo corintiano Matheus Bidu no oponente João Magno.

Penalidade

Batida por Guilherme findada no fundo da rede abrindo o placar 0 x 1

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para alvinegros e 01 para alviverde goiano

Domingo 27/08

Atlético-MG 2 x 0 Santos

Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS)

VAR

Rodolpho Toski Marques (FIFA-PR)

Item Técnico

1º – Placar do vigésimo minuto da etapa inicial apontava Atletico 1×0, ataque atleticano, acerto do assistente 01: Rafael da Silva Alves (FIFA-RS) ao sinalizar impedimento do atleticano Hulk no instante que dominou a pelota e passou para o consorte Paulinho mandar no fundo da meta.

2º – No 14º minuto da segunda etapa, Arana defensor americano lançou para o consorte Rodrigo Battaglia mandar pro fundo da rede; neste momento, o assistente 02: Michael Stanislau (RS) perfeitamente sinalizou impedimento do atleticano no instante que bateu na redonda.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 05 para atleticanos e 02 para santistas

Palmeiras 1 x 0 Vasco da Gama

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)

VAR

Igor Junio Benevenuto de Oliveira (FIFA-MG)

Avisando

Não vi o jogo. Contudo: na manhã da segunda feira 28/03 chamou minha atenção burburinhos sobre a interpretação do VAR, acatada pelo árbitro, no lance que apontou impedimento do vascaíno Vegetti no instante que subiu e cabeceou a redonda pro fundo da rede alviverde.

Pausadamente

Por duas a três vezes revi o ocorrido, chegando à conclusão de gol legal.

Vez que

Bola cruzada da esquerda do ataque vascaíno em direção a área, na descendente: Vegetti estando na posição de impedimento, sob cabeceando a redonda pra dentro da meta; no momento que cabeceou a redonda, Vegetti passou a estar impedido

Neste 

Instante o assistente o assistente 01: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) deveria sinalizar o impedimento, como não o fez, jogo seguiu, no terceiro ou quarto lance bola na intermediaria alviverde sobrou para Paulinho defensor vascaíno mandá-la pra dentro da meta.

Observação

Através Whatzapp conversei com dois ex-árbitros e excelentes teóricos: Emidio Marques de Mesquita e Raphael Porcari solicitando que avaliassem o lance.

Porcari

1º lance

“Neste caso existem duas situações. A primeira a bola é lançada a frente na ponta direita, próxima ao árbitro assistente, o atacante está em posição de impedimento e, ao receber a bola, passa a estar impedido por participar no jogo.”

“O assistente não assinala nada, atendendo o dito protocolo, aplica o princípio da vantagem. Como ela deixa existir, aí sim deveria ser marcado impedimento”

2º lance

O jogo prossegue a bola cai no meio da área penal aí um defensor chuta a bola no sentido oposto, para tira-la da área; esta, nesta segunda ação de jogo, cai nos pés do atacante (vinda de um adversário); este a chuta e converte o tento”

“Bola vinda do adversário não existe impedimento”

“ O VAR (vai arbitro ruim) indevidamente interfere para analisar a primeira jogada; isto é um absurdo; não houve na ação do tento nenhuma irregularidade”

Emídio

“(Alguns) ainda confundem posição de impedimento com impedimento”

“Para que ocorra o impedimento existem dois pontos; primeiro o lançamento da bola para frente no sentido de meta para meta; o segundo é a participação do(s) atacantes na ação do jogo”

Copa Sul-Americana 2023 – Terça Feira 29/08

Estudiantes 1 x 0 Corinthians. No tempo normal

Disputa por penalidades máxima

Estudiantes 2 x 3 Corinthians. Resultando na classificação do Corinthians para Semifinal

Árbitro: Wilmar Roldán (FIFA-COL).

VAR

Juan Lara (FIFA-CHI)

Item Técnico

Em jogo totalmente dominado pela equipe argentina; aceitável o desempenho do árbitro e assistentes.

O

Mesmo em relação ao VAR

Item Disciplinar

Cartão Amarelo:  02 Para defensores do SC Corinthians Paulista e 03 para defensores do Estudiantes

///   ///   ///   ///   ///   ///   ///   ///

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI” desta semana

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representa.

///   ///   ///   ///   ///   ///   ///   /// 

Política

Silêncio de Bolsonaro e Michelle era esperado. E dias piores virão ao casal

A sabedoria popular ensina: “Quem cala consente”. Ao cidadão comum, a garantia constitucional ao silêncio, para não se autoacusar e produzir prova contra si próprio, funciona inversamente na formação do seu convencimento. Assim, silenciar significa confessar, ter “culpa no cartório”, como se diz.

Jair Bolsonaro e a esposa Michelle, convocados por intimações para interrogatórios em inquérito, calaram-se perante a autoridade de polícia judiciária federal nesta quinta-feira (31).

Juridicamente, nenhum efeito se pode extrair dessa opção.

Politicamente, no entanto, o ex-presidente perdeu cacife eleitoral e credibilidade. Idem para a esposa, já cogitada como futura candidata à presidência de República, em face da inelegibilidade do consorte.

O inquérito policial mencionado versa sobre a apropriação indevida de joias — incluídos relógios pertencentes ao patrimônio do Estado nacional —, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

O casal Bolsonaro ficou numa espécie de “escolha de Sofia”. Poderiam exercitar a garantia constitucional ao silêncio ou enfrentar perguntas embaraçosas e do tipo “xeque-mate”.

Nessa segunda hipótese, correriam o risco de ter de recorrer ao silêncio pontual, em face de embaraços. Aí, e na base do respondo só o que me interessa, o comum mortal, politicamente, concluiria pela admissão de culpa.

Para Bolsonaro e Michelle, o clima policial-judicial estava pesado. Policial porque compete à autoridade policial a condução. Judicial pela razão de tramitar no STF (Supremo Tribunal Federal), com o ministro Alexandre de Moraes na supervisão.

Parêntese: o inquérito das joias, por força de conexão probatória, está anexado ao das milícias judiciais, com trâmite no STF.

Com orientação técnica dos advogados, o casal Bolsonaro achou melhor optar pelo pleno silêncio. Efetivamente, era o melhor dos caminhos, para um casal criminalmente encrencado e em fase aguda de desmascaramentos.

Sem possuir esfera de cristal, mas com base na experiência profissional de antigo magistrado, este colunista adiantou durante o UOL News a dupla via que se apresentava ao casal Bolsonaro: o silêncio total ou o risco de desmoralização pelo silêncio parcial.

O clima reinante recomentava ao casal manter-se de boca fechada, apesar das informações de ter Bolsonaro feito “media training” para enfrentar o interrogatório policial.

O medo da desmoralização falou mais alto.

Sobre Mauro Cid e Wassef

A propósito das chuvas e trovoadas. Ex-ajudante de “desordens” presidenciais, o tenente-coronel Mauro Cid virou para Bolsonaro e Michelle uma bomba relógio, com explosões estudadas e programadas.

Seu novo advogado mostrou a Mauro Cid como ele caminhava, sozinho e a passos largos, na direção do precipício, tudo para fazer o jogo interesseiro de Bolsonaro.

No momento, tudo indica, na fase processual em aproximação, para defesas técnicas conflitantes entre Cid e Bolsonaro.

Por outro lado, o anteriormente tratado como “anjo da guarda” Frederick Wassef tornou-se inconfiável. No chamado momento oportuno, aponta o círculo mágico do bolsonarismo, o advogado Wassef, coparticipe da trama das joias, não deverá assumir a culpa sozinho.

Seu ato escoteiro de recompra de um valioso relógio não será confirmado na fase processual criminal. Talvez, nem na policial.

No mais, existe a tempestade de precipitação iminente por parte do pai do ajudante de “desordens”: general da reserva do Exército Mauro Lourena Cid.

O general sabe que Bolsonaro não assimilou a ética militar de, numa guerra, não se deixar soldado ferido pelo caminho. Não bastasse, o general já sabe ter sido “laranja” do capitão Bolsonaro.

A tornar o clima mais rigoroso, a polícia judiciária federal preparou um procedimento inusual, mas legal. Ou seja, ouvir todos os suspeitos de envolvimento num mesmo momento temporal, separados e inquiridos os oito suspeitos por delegados diversos. E todos os inquisidores municiados, em tempo real, por informações sobre as versões e fatos declarados.

Pano rápido, não surpreendeu o silêncio do casal Bolsonaro. E pela meteorologia policial, dias piores virão ao casal Jair e Michelli.

Wálter Maierovitch:  é um jurista, professor e ex-magistrado brasileiro – Publicado no UOL dia 31/08/2023

—————————————————–

Finalizando

Dizem “Política, futebol e religião não se discute.”

Que importa que time alguém torça? Religião que professe? Diferente a política, porque a ignorância de milhões leva ao poder político tralhas, corruptos, manipuladores, ditadores, egoístas e corporações!

Política discute-se sim!

Pensamento de: Lucy Felix

—————————————————-

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-02/09/2023

Facebook Comments
Sair da versão mobile