
Após decisão do Ministro Fernando Haddad de, através de Medida Provisória, regulamentar os sites de apostas esportivas, recolhendo para os cofres públicos estimados R$ 15 bilhões anuais em impostos, os clubes da Série A, acostumados ao dinheiro fácil, reagiram.
19, de 20, são patrocinados por elas.
O volume de dinheiro de um patrocínio que paga impostos não será o mesmo do originado de paraísos fiscais.
Contratos deverão ser rompidos ou, no mínimo, readequados à nova realidade.
Flamengo, Fluminense, Botafogo, Santos, São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Vasco assinaram nota conjunta exigindo participar das discussões, ainda que não sejam partes no assunto.
Patrocinados apenas recebem dinheiro dos patrocinadores.
A exceção abriria espaço, por exemplo, para o Vitória/BA discutir a regulamentação da prostituição, parceiro que é de site que intermedeia profissionais do sexo.
Com o futebol dominado pelo ‘investimento’ de dinheiro obscuro, não surpreenderá que as agremiações exijam também sentar à mesa do Banco Central quando forem discutidas as normas para adequação das criptomoedas – outro mercado que tem bancado o futebol e contribuído para a evolução patrimonial de cartolas ‘não remunerados’.