No último sábado, o Blog do Paulinho revelou que Augusto Melo, através da ‘VICLA’, empresa utilizada pelo cartola, indevidamente, para receber dinheiro de transações de jogadores, repassou ao mercado 43 cheques ‘borrachas’; 34 sem fundos e 9 sustados – todos do Banco do Brasil.
Para conferir detalhes e documentos, basta clicar no link a seguir:
Mas esta não era a única operação do ‘empresário’ na instituição.
Outro CNPJ de Augusto, a ‘GLAVI confecção de Bolsas’, também aprontou na conta-corrente, tomando empréstimos diversos, sem, porém, honrar os pagamentos.
Destas operações surgiu uma ação civil vencida pelo banco, além de outro calote, desta vez nas custas judiciais.
Em 02 de março de 2019, a Associação dos Advogados do Banco do Brasil, defensora do banco, executou Augusto Melo para receber R$ 19,1 mil (corrigidos), sentenciados pela Justiça por conta do trabalho advocatício na cobrança das inadimplências citadas.
Após diversas tentativas de recebimento, no dia 10 de maio de 2019, a 8ª Vara Civil de São Paulo determinou bloqueio das contas e bens do cartola, que, à época, já era candidato à Presidência do Corinthians.
Porém, quase nada foi encontrado; apenas R$ 617,86 no Bradesco, em conta pessoal de Augusto.
Nas da Gavli, no BB, Santander e Itaú, o saldo estava zerado.
A ausência de recursos era condizente com as declarações de imposto de renda de Augusto Melo, indicadoras de renda mensal menor do que a metade do salário mínimo, mas destoante da movimentação milionária de sua campanha à presidência.
Descobriu-se, depois, que o dinheiro provinha de intermediários da bola.
Em 04 de novembro de 2019, Augusto, que nos bastidores do Timão se apresentava como empresário bem sucedido, passou pelo constrangimento da ‘penhora portas adentro’, ocorrida em sua residência, em que foram selecionados os seguintes materiais:
- mesa metálica com tampa de vidro e oito cadeiras em corino branco (duas delas quebradas), avaliadas em R$ 1 mil;
- TV LG de 32 polegadas, avaliada em R$ 700;
- TV Sanyo de 14 polegadas, avaliada em R$ 300
- poltrona de um lugar, em veludo preto, avaliada em R$ 1 mil
Os bens permaneceram na residência, mas Augusto tornou-se ‘fiel depositário’.
Os advogados, diante do baixo valor apurado, seguiram na cobrança.
A sorte dos credores mudou quando, por conta da campanha política, tomaram a iniciativa da solicitação de penhora do título de sócio do Corinthians do cartola, que inviabilizaria a candidatura.
O juiz Helmer Augusto Torqueton Amaral, em 05 de maio de 2020, concordou com o pedido.
Três dias depois, em 08 de maio, em aparente desespero, Augusto Melo, até então difícil de ser localizado, não só apresentou-se, espontaneamente, em juízo, como formalizou acordo de pagamento, à vista, da pendência.
Os advogados concordaram em encerrar a questão por R$ 13,9 mil.
A valor foi quitado, em DINHEIRO VIVO, por Augusto Melo, no dia 11 de maio de 2020:
A origem dos recursos, até então inexistentes nas contas do cartola e em suas declarações de imposto, segue obscura.
Augusto Melo é novamente candidato a Presidente do Corinthians, discursando ‘moralidade’, ‘choque de gestão’ e ‘oposição’ ao sistema, embora tenha dele participado, ativamente, nas categorias de base do clube.
