
Duas candidaturas estão postas, até o momento, para a presidência do Corinthians: a do ex-bicheiro André Negão e a do agente de jogadores Augusto Melo.
As demais, repercutidas recentemente pela mídia, são ‘fogo de palha’.
Negão se apresenta, escancaradamente, como postulante da situação; Augusto, com enorme cara-de-pau, na condição de oposicionista.
Nunca foi.
A candidatura de Melo é amparada por uma espécie de ‘sobra’ da ‘Renovação e Transparência’, que não se encaixou na diretoria e foi desprezada no baixo clero.
Todos, em algum momento, estiveram na situação.
Augusto trabalhava nas categorias de base até ser chutado em meio a graves denuncias de corrupção no departamento; após, seguiu a vida agenciando atletas, alguns deles, como Matheus Araújo, renegociados ao Timão.
Sua política para o futebol, se eleito, é exatamente a mesma da atual gestão: privilegiar intermediários, muitos deles, financiadores de sua campanha.
No marketing, repetirá o mesmo nome, o de Gustavo Herbetta, que ajudou a quebrar o Timão na gestão Roberto Andrade.
Em Parque São Jorge, assim como ocorre atualmente, Augusto paga caro pelos votos, além da promessa de manter os ‘loteamentos’ de departamentos como ‘bocha’ – onde realizará, no final de semana, mais uma ‘boca-livre’, ‘peteca’, etc.
O Corinthians precisa, com urgência, de alguém com coragem de se opor, efetivamente, a esse sistema de ‘toma-lá-dá-cá’ que inviabiliza o futebol e transforma o clube em deficitário reduto de espertalhões.