Como de hábito, Duílio ‘do Bingo’, presidente do Corinthians, distorceu a realidade em entrevista, desta vez a um programa de televisão apresentado por conselheiro do clube que é seu apoiador.
O assunto foi suposta proposta de contratação enviada a Cristiano Ronaldo, após sete conversas(!) com Jorge Mendes, empresário do atleta.
Duílio conversar com Mendes, que possui sociedade, através da Gestifute Brasil, com o agente Carlos Leite (financiador da diretoria), é tão natural quanto tomar café pela manhã.
Segundo apuramos, a verdade seria a seguinte.
Após ser dispensado pelo Manchester United, Cristiano Ronaldo estava quase acertado com o Al Nassr – o que acabou sendo sacramentado logo após a Copa do Mundo, mas havia dúvidas, por conta do enorme valor envolvido e de clausulas complicadas, se o negócio, efetivamente, vingaria.
Sem mercado relevante na Europa e com receio de jogar nos EUA – por problemas judiciais, Mendes sondou o Corinthians arcaria ‘apenas’ com os salários do atleta, que precisava de um lugar para se manter em atividade.
R$ 12 milhões mensais, pelo período, máximo, de um ano, com possibilidade, em havendo propostas, de desligamento na janela do meio de temporada.
A grosso modo, a aventura custaria ao clube R$ 120 milhões (se completado o período) ou R$ 60 milhões (pela metade); sem contar o expressivo comissionamento, que, se acertado em medianos 10%, corresponderiam a R$ 12 milhões; apartamento, carro e outros mimos teriam também que ser incluídos.
É público e notório, o Corinthians não teria dinheiro para sustentar a aventura.
Duílio, porém, utilizaria a verba de arrecadação do estádio, prevista em R$ 60 milhões para 2022 (mas que poderia ser maior com a cobrança de ingressos mais caros), complementada por investimento da casa de apostas PIXBET, sediada em paraíso fiscal.
Para tal, haveria a necessidade de convencer Cristiano a servir de garoto propaganda da ‘empresa’.
O discurso, para convencimento dos conselheiros, seria o de que Cristiano geraria, em marketing, dinheiro suficiente para repor as perdas com arrecadação que, em tese, impactariam gravemente nas finanças.
Tiro arriscado, extremamente irresponsável, em que, com certeza, somente o atleta e seus comissionados estariam livres de perdas.
Para sorte do Timão, o Al Nassr se entendeu com o astro português e o Corinthians se livrou de servir de ‘depósito’ de luxo para mercadoria, atualmente sem procura, de intermediários parceiros de sua cartolagem.
