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Piquet e a ‘comissão’ de Bolsonaro

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Tão cristalino quanto Emerson Fittipaldi, o chofer de Bolsonaro, Nelson Piquet, aquele que encobriu falcatrua que culminou na expulsão do próprio filho da Fórmula 1, premiou a campanha presidencial do genocida com substancial ‘pix’ no valor de R$ 501 mil.

O objetivo, com mil reais a mais do que o maior doador anterior, era o de tornar o ‘investimento’ midiático.

E foi conquistado.

As manchetes devem ter ‘bombado’ nos grupos de whatsapp que divide com os demais empresários golpistas do país.

Porém, logo após a comemoração veio a ducha de água fria.

Apurou-se que Piquet, um mês antes do gesto ‘generoso’, embolsou R$ 6,7 milhões dos caixas do Governo, oriundo de contrato assinado por uma de suas empresas, no ano de 2019.

O acordo inicial, formalizado em nome da AUTOTRAC, presidida pelo ex-piloto, com o INMET, era de R$ 3,5 milhões, mas, em 2020, com aval governamental, passou a R$ 6,7 milhões, através de ‘aditivo’.

Reportagem do Metrópolis revela que os números podem crescer ainda mais, porque os documentos envolvidos no negócio permitem novas modificações de preço até 2026.

Mas a farra não para no dinheiro que Piquet embolsa do Governo, mas também no que deixou de pagar.

O ex-piloto deve R$ 6,3 milhões à União.

Ou seja, somados os valores, Piquet se beneficiou, somente no que foi descoberto, de R$ 13 milhões na gestão Bolsonaro.

Nesse contexto, os R$ 501 mil, repassados para criar impacto midiático na campanha do déspota, parecem mais pagamento de comissão por serviços de intermediação eficientemente prestados.

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