
Desde 2005, quando a Receita Federal descobriu que a ‘Orion Embalagens’, até então em nome de ‘laranjas’, era, efetivamente, de propriedade do ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches – e de seus comparsas/parentes, a Justiça tenta ressarcir os cofres públicos, lesados pelas falcatruas.
O cartola, condenado, teve o nome inserido no Contrato Social.
Por consequência, ele e os irmãos foram responsabilizados pela dívida, àquela época, próxima dos R$ 12 milhões.
A Receita demonstrou, tratando Sanches, em relatório, com adjetivos inerentes a criminosos, que a Orion deixou de declarar, em valores corrigidos, mais de R$ 100 milhões; parte deles fruto de operações bancárias, e comerciais, em que os objetivos seriam, ao que parece, calotes premeditados.
Enquanto as ‘laranjas’ davam as caras, Andres utilizava-se, no anonimato, de ‘procuração de plenos poderes’, fundamental para a ratificação do golpe, mas também para que a Justiça o pegasse com a ‘boca na botija’.
Após muitos anos de tentativas de citações infrutíferas em meio a recursos protelatórios, em agosto de 2021, a Justiça, quando pareceria próxima de decretar a prisão dos envolvidos, foi surpreendida com desistência das ações por parte do dirigente alvinegro.
Sanches juntou aos autos contrato de parcelamento com a Receita Federal e, consequentemente, assumiu, junto com os parentes, todos os ilícitos praticados.
Conseguiu grande desconto (de R$ 12 milhões para R$ 7,2 milhões), mas, ainda assim, por conta das correções, a conta aproxima-se dos R$ 20 milhões.
Precisamente R$ 19.769.440,41.
Ao menos uma das ‘araras’ foi libertada do conhecido ‘cativeiro’ de Caieiras.
Incidente que, provavelmente, impactará na vida do Corinthians, principal fonte de negócios, ainda que nem sempre declarados, do dirigente.


