Nas últimas eleições do Corinthians, Augusto Melo surpreendeu com votação expressiva e, apesar de movimentações nebulosas nos bastidores da bola, chegou na segunda colocação.
O ‘dono’ da campanha, porém, não era ele.
Toda a movimentação política, assim como a escolha dos nomes para vice-presidente, e o encaminhamento de cargos se houvesse ocorrido a vitória, estava a cargo de Rubens Gomes, o Rubão, ex-diretor de futebol da era Dualib.
Melo apenas obedecia.
Rubão, embora negue, cuidaria do departamento de futebol, posição mais importante no clube do que a própria presidência.
Os vices serviriam de ‘enfeite’.
Valmir Costa, parceiro de Augusto desde os tempos em que integrava a diretoria do atual grupo gestor, seria o diretor da base, em trabalho integrado com o setor profissional.
O trio trabalhou junto, em 2018, na Barbarense.
Enquanto Melo e Costa apareciam no futebol, coube a Rubão, como ocorrido nas eleições, a administração do projeto, responsável, inclusive, por uma acordo de patrocínio viabilizador da empreitada.
Este preâmbulo serve para mensurar o tamanho da traição em curso nos bastidores de Parque São Jorge.
Para muitos, Augusto Melo tem negado qualquer possibilidade de Rubão possuir relevância em hipotética gestão, caso venha a vencer as próximas eleições.
Diz, nesses termos, que ele serve ‘apenas’ para o período eleitoral.
Resta saber a quem se direcionará, de fato, a traição.
Se a Ruben Gomes, que o tem carregado, há algum tempo, nas costas, tanto nas amarrações políticas quanto noutras ações futebolísticas, ou aos interlocutores a quem tem feito promessas e escutado – como se concordasse com elas – manifestações nada elogiosas ao ex-cartola.
