
Em 2021, cartolas do Flamengo decidiram processar Hildegard Angel por declarações verdadeiras sobre a tragédia, com detalhes de assassinato, de mais de uma dezena de garotos no Ninho do Urubu.
Muitos dos quais com aparente culpa no cartório.
Os mesmos dirigentes, que disputam a cotoveladas espaço em fotografias com Bolsonaro, decidiram, para agradá-lo, retirar homenagens ao irmão da jornalista, o remador Stuart Angel, campeão pelo clube, morto pela Ditadura tão reverenciada pelo atual Governo.
Mas a vassalagem não findará por aí.
Agora os cartolas movem montanhas para condenar Hildegard pela seguinte declaração, prestada no livro “Conte comigo: Flamengo e Democracia”:
“Eu sou do tempo em que eram os políticos que bajulavam o Flamengo, não o contrário”
Diferentemente do Brasil que, a partir de 2023, se verá livre do cramulhão e iniciará, a duras penas, a tentativa de recuperação do que havia levado décadas para construir, o futuro do Flamengo, jogado nas mãos dessa gente desqualificada, será a imagem do clube na lata de lixo da história, na condição de conivência e subserviência aos que, como eles, foram responsáveis pelas mortes de tantos inocentes.