Recentemente, Assembleia Geral do Vasco da Gama aprovou alterações estatutárias que permitirão ao departamento de futebol do clube adesão ao sistema de SAF.
Porém, daí por diante, tudo segue obscuro.
Descobriu-se que a diretoria mentiu ao Conselho e, por consequência, a associados e torcedores, sobre os termos de pré-acordo com o ‘777 partners’, grupo de investidores que objetiva comprar 70% do futebol cruzmaltino.
Os maiores desarranjos se deram em clausulas que, nitidamente, entregaram aos possíveis parceiros os direitos sobre quase a totalidade dos jogadores, antes mesmo da assinatura do acordo, em operação, aparentemente, disfarçada de empréstimo.
Apesar disso, de 150 possíveis, apenas 48 conselheiros beneméritos compareceram à reunião da última terça-feira, que era específica para tirar dúvidas sobre o negócio.
Um descaso absoluto com a agremiação.
Seja qual for o destino do Vasco da Gama após a conclusão da venda de seu departamento de futebol, ainda que não seja o negócio dos sonhos – como, parece, não será -, o risco de permanecer nas mãos de amadores desinteressados ou, em alguns casos, espertalhões, parece sem ainda maior.
