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Portuguesa, SAF e Bebeto

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Logo após o acesso ao grupo de elite do futebol Paulista, a Portuguesa aprovou, em reunião do Conselho Deliberativo, a migração do clube para o sistema de SAF (Sociedade Anônima de Futebol).

Nos próximos dias deverá anunciar os rumos desta empreitada.

Existem razões, porém, para preocupação.

Nesta recente campanha na série A2, a Lusa se virou com o dinheiro da ‘Euro 17’, uma dessas obscuras emprestadoras de dinheiro a juros extorsivos.

Porém, o objetivo de todos, facilitado pela conquista esportiva, parece claro quando observa-se que o principal interlocutor da ‘parceria’, espécie de gestor informal – porque se diz apenas ‘embaixador’ do negócio – é o ex-jogador Bebeto.

Ligado ao clã Bolsonaro, o tetra-campeão sobrevive, entre outras coisas, de agenciar jogadores de futebol.

Recentemente, por exemplo, esteve associado ao jogador Bernard, ex-atlético/MG, vendendo seus 15% de participação ao BMG, banco que atua no esporte em parceria com Kia Joorabchian.

É importante delinear até que ponto a Lusa quer evoluir como clube depois de queda vertiginosa, amparada em diversos assaltos de cartolas do passado – alguns até vencedores, o que acabou por facilitar os delitos.

Vale lembrar que o dinheiro da Portuguesa estava sendo depositado em conta de terceiro ligado à atual vice-presidente da agremiação, o que, por óbvio, inviabiliza um controle adequado da situação.

De nada adiantará a criação da SAF se os parceiros forem o que aparentam ser.

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