Ontem (23), o marginal Jorge dos Santos foi preso, pela segunda vez no período de um ano, por enganar jogadores da região norte do Brasil sob promessa de inseri-los no futebol do Rio de Janeiro.
O sujeito cobrava mensalidade das famílias para manter os jovens em cárcere privado no subúrbio carioca.
Havia apenas dois meses que Jorge tinha saído da prisão, após seis meses encarcerado.
Não se trata de caso isolado.
Sujeitos como ele circulam por todos os clubes do Brasil, tratados como gente de bem, próximos de cartolas a quem remuneram como se alugassem ponto comercial num shopping center de barbaridades.
A grande maioria nunca conheceu a prisão, protegidos que são por membros do judiciário que tratam os clubes como se fossem territórios à margem de suas obrigações como representantes da lei.
Enquanto isso, as vítimas, menores de idade, quase sempre paupérrimos, são vilipendiadas em seus sonhos, com desdobramentos psicológicos impossíveis de serem mensurados.
