
Eliminado dos últimos torneios que disputou, prestes a sair da Copa do Brasil em fase inicial, o Corinthians corre imenso risco de, ao final do ano, protagonizar o momento mais vergonhoso de sua história – pior ainda do que em 2007, selando a queda do clube para a segunda-divisão do futebol nacional.
Agravante: sem embolsar o dinheiro das premiações previstas em orçamento – por não conquistá-lo, e fadado a receber ainda menos recursos em 2022, tudo isso em meio ao caos financeiro galopante desde que, há 14 anos, o atual grupo gestor assumiu o poder.
Se perder, duas vezes, para o limitado Atlético/GO na Arena de Itaquera já seria, por si, constrangedor, pior ainda foi ser colocado na roda, diversas vezes, em demonstração clara de que os adversários perderam o temor e também o respeito pelo clube.
Os atuais cartolas alvinegros prometeram, esportivamente, a reedição dos tempos de ‘Democracia Corinthiana’, mas entregaram, efetivamente, o novo ‘Faz-Me-Rir’.
Com a diferença de que o time dos anos 60, apesar de maculado pela derrota, ainda possuía alguns craques – Rivellino entre eles, enquanto o atual pagou milhões de reais a ‘perolas’ como Luan, Araos, e demais inutilidades.
Que culpa tem Sylvinho quando todos sabiam tratar-se de um aprendiz quando da contratação?
O erro é de quem, em vez de prestigiar Fernando Lázaro, também novato, mais barato e conhecedor do elenco disponível, preferiu a midiática jogada de apostar no escuro somente porque o novo treinador tinha nome conhecido.
Diante desse contexto, de extrema incompetência, o futuro que se avizinha é tenebroso.
Como esperar respeito dos adversários se o Corinthians, frequentemente, é desrespeitado pelos seus?
Os cartolas seguem sem pagar o estádio e também as contas básicas, gerindo o futebol através de um diretor acusado de roubar a própria empresa, além da categoria de base comandada por um ‘empresário’ da jogatina, valente no submundo, mas que, temeroso de investigações, sequer tem coragem de aparecer, escondendo-se às costas de agentes de jogadores nomeados, oficialmente, para beneficiá-lo.
Vale relembrar: logo após a queda da a segunda-divisão, em 2007, Andres Sanches, o chefe de todos, garantiu que ninguém mais iria rir do Corinthians, que o clube, em pouco tempo, estaria no patamar do Barcelona e que a Arena de Itaquera estaria paga em apenas sete anos.
Difícil saber quem mente mais no Parque São Jorge.
Fácil, porém, é notar quem finge acreditar para beneficiar-se às custas do Corinthians e do sofrimento de milhões de torcedores.