
Quando Abel Ferreira foi contratado sem currículo compatível para treinar um clube da grandeza do Palmeiras, desconfiamos.
O início do trabalho, porém, deu a falsa impressão que se tratava de um treinador que priorizava o jogo ofensivo, o que, naturalmente, acaba por gerar simpatia naqueles que gostam do futebol bem jogado.
Era ‘fogo de palha’.
Bastaram as primeiras derrotas para Abel priorizar a manutenção do próprio emprego.
O Palmeiras passou a ser um time medroso, defensivo e que, por conta do elenco robusto – a base de muitos milhões de reais – vez por outra, no contexto atual do futebol nacional, poderia até ser vencedor, mas sem encantar seu próprio torcedor.
É muito pouco.
Ontem, além disso, Abel demonstrou-se varzeano, quase implorando para ser expulso de campo, em comportamento, ainda que tivesse razão em algumas das reclamações, incompatível com o que se espera de um profissional em seu patamar.