FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“O sentimento de superioridade é um sinal de fracasso”
Yoshida Kenko – foi um autor japonês e monge budista
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Acorde diretoria do SAFESP
Através meios de comunicação social tomei conhecimento do aporte de R$ 3.000,00 da ANAF as entidades sindicais filiadas;
Indicando
Que as entidades o lancem para árbitros a ela associados e pagantes da mensalidade.
Se assim for
Enxergo imposição por entender que sendo sócio da entidade estadual, indiretamente o é a ANAF, que entendo ser uma confederação das entidades estaduais;
Cabendo
Às mesmas dividir os valores a parte dos associados federados ou não, que realmente passam por necessidades por trabalharem em jogos de taxas menores; ou,
Então
Comprar cestas básicas com o mesmo direcionamento
Para
A concretização do repasse a ANAF solicita que cada entidade manifeste este desejo,
Convicta
A diretoria da entidade nacional dos árbitros requer que as entidades estaduais cumpram alguns quesitos (que entendo serem justos);
Dentre estes
Eleições historiadas no livro de ata contendo todos os pormenores,
Incluso
Data, posse e nome dos componentes da diretoria,
Subsídios
Basilares para legitimar os fatos.
Em tempo
Tomei conhecimento que o livro de ata do SAFESP referente eleições, posse e nome dos novos diretores, possivelmente, não está regulamentado;
Se verdade
Os denominados diretores e movimentações em nome da entidade podem ser considerados ilegais.
Ressalto
De fato, a diretoria SAFESP foi empossada no dia 08/01/2020.
Advertência
Salvo erro de interpretação o aporte da ANAF para entidades estaduais refere-se ao repasse de R$ 80.000,00 oriundos da CBF.
Notando
CBF repassa para ANAF o valor de R$ 30.000,00/mês.
Rematando concluo
Sugiro ao ilustríssimo jurisconsulto Aurélio Sant’Anna Martins presidente SAFESP, contatar a diretoria da ANAF e tomar ciência sobre o repasse dos valores acima transcritos,
Providenciando
E apresentando os quesitos pedidos pela entidade nacional,
Seguido
Do recebimento do ‘dim, dim’, repassando para associados realmente necessitados.
Completando
O pedido para o presidente SAFESP e diretoria despertarem,
Aconselho
Sem entrar no mérito, que são representantes dos associados e necessitam deixar desprezível raso orgulho de lado para administrarem o SAFESP,
Com o faz
Vosso associado Renato Canadinho, reconduzido à presidência da AAPR-Associação dos Árbitros de Piracicaba e Região, dias depois de ter liderado a chapa que lhe fez oposição no ultimo estagio das eleições findadas no dia 18/12/2019.
Como exemplo
Parcerias para distribuição de cestas básicas e demais benefícios aos associados da AAPR.
Termino
Efetuado o habitual indagar ao principal membro da diretoria SAFESP;
Vai ou não renunciar a verba de representatividade?
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Política
A milícia anunciada por um governo com gângsteres
Em reunião mafiosa, Bolsonaro avisa que armará bandos contra seus ‘inimigos’ eleitos
Quando o vídeo da reunião do Conselho de Governo de 22 de abril teve o sigilo levantado, inocentes inúteis adotaram a definição do gabinete do ódio bolsonarista de que a bala de prata teria virado traque junino: “Ufa, a prova material da interferência política de Jair Bolsonaro na Polícia Federal, denunciada por Sergio Moro, não foi exibida!”.
Nenhum figurão da República deu importância a uma personagem relevante do inquérito, a deputada Carla Zambelli, que havia oferecido uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ao então ministro da Justiça. Antes de ser divulgado o vídeo, ela definiu: “Moro caiu porque é desarmamentista”. Nem sequer lhe foi dedicado um muxoxo de “tolinha”. Pois não é que a atual pomba-correio do presidente da República na Câmara dos Deputados e na Secretaria Especial de Cultura tinha razão? Meninos, eu vi. Basta ver e ouvir o que seu “mito” que mente disse.
Segue transcrição oficial: “Como é fácil impor uma ditadura no Brasil. Como é fácil. O povo tá dentro de casa. Por isso que eu quero, ministro da Justiça e ministro da Defesa, que o povo se arme! Que é a garantia que não vai ter um filho da puta aparecer pra impor uma ditadura aqui! Que é fácil impor uma ditadura”, esbravejou o chefão. E frisou: “Eu peço ao Fernando (Azevedo e Silva, ministro da Defesa) e ao Moro que, por favor, assine(m) essa portaria hoje”, disse o “senhor Constituição” na reunião em que, ao contrário do agendado, não se discutiu a reconstrução da economia pós-pandemia. A não ser por discursos “kaftianos” (apud Weintraub) do “posto Ipiranga” da economia. Tudo numa linguagem que não foi de prostíbulo de porto nem de botequim pé-sujo, mais respeitáveis, mas das reuniões da Máfia de Chicago, sob o taco de beisebol de Al Capone, durante a Lei Seca nos Estados Unidos.
O “capitão cloroquina” fez aí referências explícitas a dois ministros e sobre elas o advogado-geral da União, José Levi do Amaral Júnior, nem se importou em inventar a mentira deslavada do pito na segurança pessoal, assumida pelos generais palacianos, de que tratava, em linguagem de chulé, de crimes que o procurador-geral da República, Augusto Aras, nem sequer se quis dar ao luxo de ver e ouvir na sessão prévia para as partes. No dicionário limitado de um, União, que inclui o Legislativo e o Judiciário federais, é sinônimo exclusivo de “meu chefe” (que o chama de “meu advogado”). O que é algo de pouca relevância, de vez que este se diz dono da voz do povo. E o outro, ao que parece, não se esforça para investigar algum eventual crime do usuário da caneta BIC capaz de alçá-lo ao “pretório excelso”.
Em 23 de abril, um dia depois, a portaria que Bolsonaro cobrou, e para a qual Zambelli chamou a atenção, foi publicada. O volume autorizado, que era de 200 cartuchos por ano, passou a ser de até 300 unidades por mês, a depender do calibre do armamento. A nobre parlamentar deve estar bem informada sobre o assunto, pois é casada com o coronel da PM cearense Aginaldo de Oliveira, egresso da corporação que pode ter lembrado ao capitão de milícias seus tempos de terrorista condenado e depois absolvido pela Justiça Militar. Então, foi-lhe permitido pelo Exército alterar provas do atentado a bomba que preparava contra quartéis e a adutora do Rio Guandu em sua luta obsessiva para melhorar o próprio soldo. Isso levou o ex-presidente Ernesto Geisel a chamá-lo de “mau militar”. Por sinal, a simpatia do chefe da famiglia Bolsonaro pelo motim recente da corporação do marido da devota fã ficou patente.
É claro que também confessou crime de interferência política, que levou os generais palacianos e o advogado-geral da União a agirem de má-fé, os três primeiros em depoimento no inquérito aberto pelo procurador-geral da República com autorização do STF e o último na defesa oficial do chefe do Executivo nessa mesma investigação.
A confissão de querer armar bandos contra o Estado de Direito foi adicionada à de interferir na polícia judiciária para ajudar o filho 01 e um amigo (Fabrício Queiroz) e à da existência de um serviço clandestino de informação pessoal. Os atos lembram os fasci di combattimento (grupos de combate) do fascismo do italiano Benito Mussolini. Mas pela linguagem usada e pelo passado de quem os comete têm mais que ver com as milícias da periferia do Rio, com as quais o idealizador do armamentismo cobrado de Moro se identifica. Ele saudou o tenente Adriano da Nóbrega, do Escritório do Crime, como herói do Bope, quando este já tinha sido condenado por homicídio. E mandou o filho 01 condecorá-lo com a medalha mais importante do Legislativo fluminense. A esse respeito comentou o citado ministro da Defesa, em abril de 2019: “A milícia começou numa intenção de proteger as comunidades. Na boa intenção. Começou com uma intenção de ajudar, mas desvirtuou. Desvirtuou e são bandos armados”. Que flor de ingenuidade!
Mas mais grave do que isso é que nossos falsos pais da Pátria passam ao largo de óbvias ameaças ao Estado de Direito. Incluindo-se aí as vítimas da milícia chavista de direita: João Doria, Wilson Witzel e Bruno Covas, ungidos da mesma consagração pelo voto popular em que se justifica o capo di tutti capi.
José Nêumanne: Jornalista, poeta e escritor – Publicado no Estadão no dia 27/05/2020
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Finalizando
“Todos os opressores… atribuem a frustração dos seus desejos à falta de rigor suficiente. Por isso eles redobram os esforços da sua impotente crueldade”
Edmund Burke – foi um estadista, político e escritor irlandês
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-30/05/2020
Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:
*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
