O Vasco da Gama convidou cinco jovens, sobreviventes da tragédia do ‘Ninho do Urubú’, do rival Flamengo, para período de testes em São Januário.
Provocação clara, disfarçada de assistencialismo.
Sabia, evidentemente, que não aceitariam.
Todos, semi-profissionais, possuem agentes e serão recolocados noutras equipes, sem a necessidade de período de avaliação.
Se é certo ou errado, pode-se questionar, mas é evidente que os cartolas vascaínos sabiam como funciona o mercado para atletas que já jogaram noutras equipes.
Se o Flamengo não agiu corretamente ao, até o presente momento, deixar de indenizar diversas famílias vitimadas no triste episódio do incêndio e, de maneira pouco inteligente, decidiu dispensar uma leva de sobreviventes, a atitude do Vasco, aproveitando-se, midiaticamente, da situação, demonstra desnecessário oportunismo.
Existem maneiras melhores e menos tristes de atingir, esportivamente, o adversário.
