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Sobre o AI-5 do moleque de Bolsonaro e as ameaças à liberdade de imprensa

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Ontem, Eduardo, o moleque de Bolsonaro, desafiou a democracia ao sugerir, em entrevista, o retorno do AI-5, vigente no período mais repressor da ditadura militar brasileira.

Horas depois, acovardado com a repercussão, recuou.

Diversos setores da sociedade reagiram à respeito, desde a classe política até jornalistas, artistas e demais formadores de opinião.

Faltou, porém, a posição oficial das Forças Armadas, ou até mesmo a ‘oficiosa’, para que se possa saber se os militares brasileiros estão à serviço do Brasil ou do movimento miliciano, que tomou de assalto importantes cargos no Planalto.

Silenciar num momento como esse, apesar da pouca credibilidade de Bolsonarinho, contribui para que seguidores dessa gente acreditem na possibilidade.

Nas mesmas 24 horas, o pai, Jair, utilizou-se do desfrutável José Luis Datena para defender o transloucado filho e a si próprio, atacando, sem oposição do apresentador, a liberdade de imprensa.

Horas depois, em ‘live’ de mídia social, prosseguiu com os desatinos.

Se dias antes, por conta de matéria do Jornal Nacional, insinuou cortar a concessão da Globo, desta feita disse ter cancelado a assinatura da FOLHA do Palácio do Planalto.

Pior do que isso, ameaçou os anunciantes do jornal.

Todos esses fatos, gravíssimos, atentadores contra o regime democrático, deram-se em curto espaço de tempo pela cabeça de uma família acuada por acusações diversas, que vão desde corrupção, por conta do caso Queiroz, até a possibilidade de participação, não se sabe por ação, omissão ou coincidência, no assassinato de Marielle Franco.

Vítimas desses desatinos, nós, a população, com destaque para a classe jornalística (os verdadeiros), não podemos calar.

Precisamos seguir adiante investigando e expondo as entranhas do autoritarismo e das práticas que, se antes no baixo clero passavam despercebidas, hoje em dia não mais.

O povo, em resposta à ameaça de Dudu, deveria ‘pagar para ver’ e inundar as ruas do Brasil em protestos volumosos, até porque motivos reais não faltam para tal.

Com esse procedimento, cívico e democrático, revelaríamos que o discurso dessa gente serve apenas para agradar o curral imbecilizado, sem efeito prático, por falta de coragem, força política e capacidade de exercer a própria maldade.

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