FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“As pessoas têm fome de verdade, mas raramente gostam do sabor quando ela lhes é servida”
George R. R. Martin – é um roteirista e escritor de ficção científica, terror e fantasia estadunidense.
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Justiça suspendeu Eleição SAFESP 2019, marcando audiência para o inicio Junho
Conforme prevíamos, na manhã da segunda feira 25/03 o contestar do advogado Aurélio Sant Anna e candidato à presidência pela Chapa 01 foi acolhido pelo judiciário
Julgar
O alegado pela Chapa 01, possivelmente, contraditado por defensor da Chapa 02, salvo engano, ocorrerá no dia 09/06/2019
Mandato
Do presidente Artur Alves Junior termina no inicio do mês de Abril
Interveniente
Neste caso creio que caberá ao magistrado designar interventor ou junta para dirigir a entidade até a data do ajuizamento
Relembrando
O edital convocatório para as eleições foi publicado no Diário Oficial e jornal Agora no dia 22/02, conforme entendi, não contestado
Retirada
Dois ou três dias passados os interessados receberam e rubricaram a papelada referente ao Regimento 2003 referente ao pleito
Reunião
No inicio do mês 03/2019 ocorreram duas reuniões, nestas, não sucederam nenhum tipo de contestação referente ao Regimento 2003
Regimento 2004
Desde meados do ano 2018 componentes da Chapa 01 são conhecedores de sua existência; este conhecer me fez e faz indagar:
Quando efetivaram a inscrição, assim como, nas reuniões acima citadas:
Por quais motivos não contestaram o Regimento 2003 no ato da inscrição ou nas reuniões posteriores?
Aos componentes da Comissão Eleitoral
1º – Os regimentos 2003 e 2004 estão apontados no livro de ata da entidade?
2º – Se conhecedores do Regimento 2004! Por qual motivo não o instituíram?
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13ª Rodada da Série A1 do Paulistão 2019 – Referente as Quartas de Final com partidas de ida
Sábado 23/03
Novorizontino 1 x 1 Palmeiras
Árbitro: Raphael Claus
Arbitro de Vídeo
Thiago Duarte Peixoto
Item Técnico
Ocorreram dois lances que entendi principais:
1º – O gol do Novorizontino marcado por Cleo; foi antecedido por duvida, vez que:
– assim posterior à tocada da bola no tórax do seu consorte Murilo; de pronto: ele estica o braço direito,
– neste ponto, não detectei se Murilo tocou ou não o braço na bola com intuito de levar vantagem,
– colocado atrás do defensor da equipe mandante, árbitro Rafael Claus nada viu;
– bola desce, Murilo chutou direto, Prass rebateu e Cleo finalizou profundo da rede alviverde
VAR
Chamado a atenção por Fernando Prass, goleiro palmeirense; Rafael Claus não se achegando a TV, ouviu e acatou o opinar do Thiago Duarte Peixoto e equipe
2º – No lance da penalidade máxima favorável ao Novorizontino, entendi que não ocorreu; explico:
– Antonio Carlos defensor palmeirense, se encontrava bem próximo, com movimentos normais, no momento que a redonda bateu no seu braço
Lembrado
No ato e corretamente Rafael Claus nada marcou
VAR
Segundos após ouvir o VAR, Claus caminhou até a TV, reviu o lance, erroneamente, apontou à marca da cal,
– Penalidade batida, defesa do goleiro palmeirense Fernando Prass
Pergunto
Apesar de não ter obrigação de caminhar até TV e rever os lances;
– por qual motivo Rafael Claus não o fez no lance antecedente ao gol da equipe mandante, e, o fez, no lance da inexistente penalidade máxima adversa a equipe alviverde?
Item Disciplinar
Cartão Amarelo:01para defensor da equipe mandante
Santos 2 x 0 Red Bull
Árbitro: Douglas Marques das Flores
Arbitro de Vídeo
Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Item Técnico
Correto por ter ouvido e acatado o VAR, marcando impedimento do santista Pituca, no lance findado com a bola no fundo da rede oponente
Ressalto
No acima, Marco Antonio de Andrade Motta Junior assistente 02, nada marcou
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para santistas e 04 para oponentes
Domingo 24/03
Ferroviária 1 x 1 Corinthians
Árbitro: Vinicius Furlan
Arbitro de Vídeo
Luiz Flávio de Oliveira
Item Técnico
Trabalho normal. Jogo bem disputado
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para corintianos
14ª Rodada da Serie A1 do Paulistão 2019 – Referente as Quartas de Final com partidas de volta
Terça Feira 26/03
Red Bull Brasil 0 x 0 Santos
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Arbitro de Vídeo
Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Item Técnico
Mesmo em cima do lance deixou de marcar claríssima em cima do atacante santista Rodrygo
VAR
Sou convicto que o lance foi de total e inteira responsabilidade do boto-branco, mesmo assim;
– Por qual razão os componentes do espaço árbitro de vídeo não se manifestaram?
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 04 para defensores do Red Bull Brasil e 01 para santista
Advertência
Como sempre Leandro Bizzio Marinho por mim alcunhado Whatsapp;
– viandou no politicamente correto por não ter dado o vermelho no lugar do amarelo para o atleta Osman quando do covarde e violento pontapé desferido no santista Sanches
Rematando
Deixar de aplicar corretamente o inserido nas leis do jogo sempre foi e continuará sendo o comportar do apadrinhadíssimo boto-branco branco vulgo Whatsapp
Quarta Feira 27/03
Corinthians 1 x 1 Ferroviária – no tempo normal de jogo
Decisão da classificação por penalidades máximas
Corinthians 4 x 3 Ferroviária
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira
Árbitro de Vídeo
Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Item Técnico
Trabalho normal – Na maior parte do tempo os contendores jogaram bola
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 01 para defensor corintiano e 02 para oponentes
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Política
O fã e o ídolo
A marca do encontro com Trump foi o deslumbramento da parte brasileira
Na carta em que convidou o barão do Rio Branco para ser seu chanceler, o então presidente eleito Rodrigues Alves argumentou: “A pasta do Exterior não pode estar subordinada a influências partidárias, mas convém que seja prestigiada com um nome de valor, que inspire confiança à opinião pública, impedindo que ela se apaixone ou se desvaire”. “Pasta do Exterior” equivale no caso a “política exterior”. A visita do presidente Jair Bolsonaro a Washington esteve distante do conceito de Rodrigues Alves. Poucas vezes se viu conferência de cúpula tão partidária. Duas facções, não dois Estados, reuniam-se e, mais do que negociar, confraternizavam.
Releve-se que, nos acordos anunciados, o Brasil tenha trocado concessões concretas por meras promessas. A marca do encontro foram as manifestações de deslumbramento, raiando a sabujice, da parte brasileira. “Sempre fui um grande admirador dos Estados Unidos, e essa admiração aumentou com a chegada de Vossa Excelência à Presidência”, disse Bolsonaro, na Casa Branca. Mais adiante, quando um repórter lhe perguntou como ficaria se o Partido Democrata ganhasse a próxima eleição, respondeu que acreditava “piamente” na vitória de Trump. Nos movimentos corporais ao lado do anfitrião, o presidente brasileiro traía o embevecimento do fã diante do ídolo.
Estreitar a relação com os Estados Unidos é medida oportuna, depois das empreitadas terceiro-mundistas e bolivarianas do PT, mas não se precisava chegar a tanto. O embevecimento desceu a perigosa vassalagem quando Bolsonaro, duas vezes, ao ser confrontado a respeito, deixou no ar que o Brasil poderia acompanhar Trump numa intervenção militar na Venezuela. O modo de fazê-lo foi dizer não dizendo; argumentou que não podia revelar o combinado com Trump porque significaria revelar a “estratégia”.
Ao barão do Rio Branco é atribuído o início da aliança não escrita que, com intervalos, teria caracterizado a relação Brasil-EUA. Luís Cláudio Villafañe G. Santos, autor da recente biografia Juca Paranhos, o Barão do Rio Branco, explica que o patrono da diplomacia brasileira via nos EUA um fator de dissuasão de eventuais pretensões europeias na América do Sul. Não esquecer que, na época, as Guianas francesa e inglesa assinalavam a presença de duas potências do Velho Mundo em nossa fronteira norte. Em 1906 Rio Branco recebeu no Rio, com honras, o secretário de Estado Elihu Root, para a III Conferência Pan-Americana (foi a primeira missão de um secretário de Estado no exterior). O embaixador brasileiro em Washington, Joaquim Nabuco, instou Rio Branco a, em retribuição, visitar Washington. O barão recusou. “Não penso que tenhamos o dever de retribuir uma visita feita (…) no interesse do desenvolvimento da influência americana, e não por atenção ao Brasil”, respondeu.
O encontro na Casa Branca teve como aperitivo uma recepção na embaixada brasileira a personalidades direitistas de ambos os países. Além de Bolsonaro e ministros, marcaram presença Steve Bannon e Olavo de Carvalho. O primeiro, ex-assessor e formulador-chefe do pensamento trumpista; o segundo, guru e formulador-chefe do bolsonarismo. Esses dois são um perigo. Fazem guerra à China, restringindo-se por enquanto, mas só por enquanto, a incentivá-la no plano comercial. Ao Brasil sobraria renunciar a vendas de mais de 60 bilhões de dólares no ano passado (contra menos de 30 bilhões aos EUA) — risco de que nos salvou (por enquanto) Paulo Guedes. Disse ele a empresários que, na valsa do comércio, quer dançar com os americanos mas também com a China (“E ela dança bem”, acrescentou). Desamparado do ministro da Economia, não há garantias de que Bolsonaro resistiria a um apertão, como nas perguntas sobre a Venezuela.
Falta mencionar os filhos do presidente. Olavo de Carvalho e os filhos, um de longe, no papel do oráculo de Richmond, os outros de perto, na mesa ou no cangote do pai, constituem a faceta mais bizarra do atual governo. Olavo na véspera havia dito que não confia no governo e chamado o vice Hamilton Mourão de “imbecil”. No entanto lá estava, inteiro e festejado, na celebração direitista da embaixada. Os filhos provocaram suas próprias devastações. Eduardo, o mais novo, ao participar da reunião a portas fechadas no Salão Oval, demitiu simbolicamente o chanceler Eduardo Araújo. Carlos, o do meio, ao bandear-se para Brasília quando o pai viajou, com o fim declarado de “desenvolver linhas de produção (sic) solicitadas pelo presidente”, demitiu o general Mourão. E la nave va.
Autoria do jornalista Roberto Pompeu de Toledo – Publicado na Veja edição 2627
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Finalizando
“Discutir com um homem que renunciou à sua razão é como medicar um cadáver”
Thomas Paine – foi um político britânico e um dos Pais Fundadores dos Estados Unidos da América
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-30/03/2019
Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar em nosso canal do YouTube.
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:
*A coluna é também publicada na pagina Facebook: “No intervalo do Esporte”
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
