
A informação, recentemente divulgada, nunca desmentida pelo clube, de que o São Paulo havia pagado, em janeiro de 2018, R$ 10 milhões ao Sport pelo atacante Diego Souza, para, pouco mais de um ano depois, cedê-lo gratuitamente ao Botafogo/RJ já era, por si, escandalosa.
Levando-se em consideração que a equipe pernambucana, ao adquiri-lo junto ao ucraniano Metalist, havia desembolsado apenas R$ 2,5 milhões, oficialmente (segundo registros da federação local), o caso tornou-se ainda mais suspeito.
Ficou pior, ontem (12), em reveladora reunião do Conselho Deliberativo do Tricolor, em que o presidente Leco foi desmascarado por relatório minucioso sobre a transação.
Os números reais são os seguintes:
- R$ 10 milhões foram pagos ao Sport;
- R$ 2 milhões de luvas e direitos de imagem a Diego Souza (em regra, comissões disfarçadas)
- R$ 1,46 milhão em estranho pagamento de comissões a dois agentes (Fábio Mello, que, acusam alguns, seria bem próximo a Leco, e a Brazil Soccer, de Eduardo Uram, outro que se beneficia, há tempos, das contratações tricolores);
Ou seja, o total da transação atingiu R$ 13,46 milhões, sendo R$ 3,46 milhões, provavelmente, divididos em comissionamentos.
Quase 26% do negócio, quando o mercado, habitualmente, paga 10%, e a FIFA recomenda 5%.
Diego Souza, com 33 anos, idade que restringe mercados, recebia, ainda, quase R$ 600 mil mensais de salários.