FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“Fico pensando como o mundo seria perfeito se as pessoas fossem como fingem ser”
Adágio de Paolla Cristiny
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Desmoralização da CA-CBF
Durante o transcurso das contendas das Series A B C e D do Brasileirão 2017, muitos árbitros, assistentes e adicionais atuaram dentro do repugnante politicamente correto
Protetores
A despeito de agredir as leis do jogo, maioria tem padrinhos influentes
Bonificação
Por nada terem visto e ouvido, maioria dos árbitros errantes, como bonificação, foram premiados e escalados para atuar na rodada seguinte
Exemplo
O erro cometido por Anderson Darono, por mim avaliado logo abaixo, confirmado pelo adicional Eleno Gonzalez Todeschini, foi grosseiro; mesmo assim, estão escalados para exercerem suas funções na contenda Atlético-GO x Fluminense, referente a 38ª e ultima Rodada da Série A, que será concretizada no domingo 03/12/2017
Rematando
O nível da arbitragem no transcurso do Brasileirão 2017, pra ser fim de feira, tem que melhorar e muito
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37ª Rodada da Serie A do Brasileirão – 2017
Domingo 26/11
Corinthians 2 x 2 Atlético-MG
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (FIFA)
Item Técnico
Poucas falhas
Item Disciplinar
Cartões amarelos: 04 para corintianos e 01 para atleticano.
Ressaltando
O cartão amarelo recebido por Clayson defensor corintiano, lhe favoreceu;
– por ter pisado e maldosamente no oponente Marcos Rocha, deveria ter recebido cartão vermelho
Coritiba 1 x 2 São Paulo
Árbitro: Anderson Daronco (FIFA)
Assistente 01: Rafael da Silva Alves (RS)
Assistente 02: Elio Nepomuceno de Andrade Junior (RS)
Adicional 01: Daniel Nobre Bins (RS)
Adicional 02: Eleno Gonzalez Todeschini (RS)
Itens Técnico/Disciplinar
Desta refrega, através VT, observei o erro misterioso cometido pelo árbitro, como também, a prova cabal da inoperância da maioria dos árbitros adicionais; explico:
– Anderson Daronco acompanhou a trajetória da bola desde o lançamento e momento da subida concomitante do são-paulino Edmar e oponente Thiago;
– impossível não ter visto que o braço erguido cuja mão tocou na bola, pertence ao defensor da equipe da casa que estava no costado da cabeça do defensor são-paulino, vez que,
– somente um emérito contorcionista, conseguiria colocar o braço para traz e erguê-lo acima da própria cabeça. Né, não?
Pênalti
De imediato a partida foi interrompida e, na esperteza, Daronco caminhou na direção do árbitro adicional 02 dizendo:
– pra mim foi pênalti; apesar do fato ter ocorrido a sua frente, Eleno Gonzalez Todeschini, árbitro adicional 02, desprezou a verdade, sem pestanejar, na maior cara dura, aprovou
Concluindo
A Lei, ora a Lei
Ponte Preta 2 x 3 Vitória
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA)
Assistente 01: Guilherme Dias Camilo (FIFA-MG)
Assistente 02: Sidmar dos Santos Meurer (MG)
Quarto Árbitro: Felipe Alan Costa de Oliveira (MG)
Adicional 01: Wanderson Alves de Sousa (MG)
Adicional 02: Alicio Pena Junior ( MG)
Item Técnico
Admissível
Item Disciplinar
Acertou nos momentos que advertiu com cartão amarelo: 01 defensor da Ponte Preta e 06 da equipe visitante
Expulsão
Ricardo Marques Ribeiro cumpriu seu dever e obrigação por ter abraçado a notícia oriunda do consorte e quarto árbitro Felipe Alan Costa de Oliveira, tornando merecido o cartão vermelho para Rodrigo, defensor da Ponte Preta, que se julgando mais malandro que a malandragem, sem permissão, tacou o dedo no orifício anal do oponente Santiago Trellez Vivero
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Política
O choro privilegiado
Se a maioria não consegue impor uma decisão, desperta uma certa compaixão…
Há coisas na democracia brasileiro que não entendo bem. Uma delas é essa possibilidade que o Supremo dá ao ministro com voto vencido de pedir vista e adiar a decisão da maioria. Talvez essa dificuldade se explique pelo fato de ter uma experiência parlamentar, na qual defendi causas minoritárias.
No Parlamento, depois que a maioria se manifesta, o resultado é proclamado e só resta ao perdedor fazer uma declaração de votos, o direito de espernear, como dizíamos no plenário. Daí não entendo por que o ministro Dias Toffoli pode adiar a proclamação de um resultado indiscutível numericamente. Tenho a impressão de que, se me fosse dada a chance de bloquear uma decisão majoritária, hesitaria.
De certa forma, eu me sentiria numa brincadeira que perdeu a graça. Se a maioria não consegue impor uma decisão majoritária, acaba despertando certa compaixão pela sua fragilidade.
Os defensores do foro privilegiado já perderam a batalha. Deveriam contentar-se com o choro e abrir mão de manobras protelatórias. Adiar a decisão apenas atrasa uma experiência que já foi decidida, no debate pela imprensa, nas redes sociais, nos movimentos cívicos e nas pesquisas de opinião.
Um grupo minoritário de ministros do Supremo não pode decidir o que é melhor para nossa experiência democrática. No Brasil, o atraso é tão entranhado nos costumes que se consagra até o direito de atrasar, que agora está sendo exercido pelo ministro Toffoli.
Mas não é só desejo de voto mais pensado. Ele tem algo articulado com os políticos, os principais interessados em manter o foro privilegiado.
Enquanto o STF pisa no freio, a Câmara se apressa a votar um projeto no mesmo sentido, restringindo o foro privilegiado.
Aí pode entrar um gato: a extensão do foro privilegiado aos ex-presidentes, algo que favorece Temer, Lula e Dilma, até Collor, quando deixar o mandato de senador. É realmente algo inédito no mundo: o País que derrubou dois presidentes no período de democratização conclui que devem ser protegidos também depois do mandato.
Durante o mandato presidencial, já são de certa forma blindados. Só podem ser processados por crimes posteriores à sua posse. Assim mesmo, quando são acusados por crimes cometidos durante o mandato, a investigação é submetida à Câmara, onde a maioria é hostil à Lava Jato.
Estamos todos atentos, embora a atenção nem sempre baste para inibir os políticos desesperados. Eles nem se importam mais com as consequências para a democracia.
As coisas podem não ser tão simples como se pensa. Num programa de televisão, Gustavo Franco, ao lançar seu livro sobre a história monetária no Brasil, afirmou que o mercado acha que qualquer dos candidatos favoritos no momento continuará a reconstruir o País.
No caso do PT, o mercado tem esperanças de que, vitoriosa, a esquerda volte a se encontrar com a classe média e abrande sua linha. Não tem sido esse o discurso do PT. Lula afirmou várias vezes que vai estabelecer o controle social da imprensa. Em quase todas as análises, a esquerda conclui que foi derrubada porque não soube radicalizar.
Pelo menos no discurso, o caminho aponta para a Venezuela. Além do mais, tenho minhas dúvidas quanto à reconciliação com a classe média. Acho, sinceramente, muito improvável, mesmo com a ampla admissão dos erros e das trapaças.
No caso de Bolsonaro, tudo indica que caminha para uma visão liberal na economia, dura na repressão ao crime e conservadora nos costumes. É formula que tenta conciliar o avanço do capitalismo com as tradições que ele, naturalmente, dissolve na sua expansão global.
Tanto para os eleitores de Trump como para os de Bolsonaro, há uma força nostálgica em movimento. Voltar atrás, no caso americano, explorando carvão, tentando ressuscitar áreas industriais arruinadas. No caso brasileiro, voltar aos tempos do regime militar, durante o qual não houve escândalos de corrupção nem a violência urbana.
O Brasil de hoje é muito diferente do País dos anos 1960. E também não é o mesmo dos anos 1990, quando o PT chegou ao poder.
O economista Paulo Guedes, que deverá ser o homem da economia na campanha Bolsonaro, afirmou que, ao se encontrarem os dois, uniram-se ordem e progresso. Se entendemos por ordem o combate à corrupção e uma política de segurança eficaz, tudo bem. Mas a eficácia não se mede pelo número de mortos, e sim pelas mortes evitadas. E o progresso? Assim como está no lema da Bandeira, é bastante vago. Muitos o associam ao crescimento econômico.
Mas tanto os marxistas como os liberais tendem a uma visão religiosa do mundo, abstraem a limitação dos recursos naturais, algo que envolve todas as espécies. Num contexto de campanha radicalizada, qualquer das hipóteses terá muita dificuldade em governar um País dividido. E no processo de reconstrução será preciso encontrar alguns pontos que unam a Nação para além de sua clivagem ideológica.
Na sua entrevista ao Roda Viva, Gustavo Franco deu uma pista que me pareceu interessante: ao invés de falarmos tanto em reformas, sempre empurradas com a barriga, por que não buscar uma sociedade de inovação? Essa história de deixar as coisas apodrecendo, mas só mexer nelas em reformas, tem de ser substituída por uma ideia de inovação permanente.
É esse o mundo em que vivemos. Se não nos adaptamos a ele, seremos, de certa forma, engolidos.
A campanha eleitoral ainda nem começou. Fala-se num candidato de centro. De fato, suas chances serão boas. No entanto, na política não se trabalha apenas com chances, mas também com a encarnação da proposta, o candidato.
O PSDB, com Alckmin, fala em choque de capitalismo, algo que vi e ouvi em 98. De choque em choque, vai acabar a energia. Um mesmo empresário alemão levou 56 dias para abrir uma empresa em São Paulo e apenas 24 horas para abrir outra nos EUA. Que tal segurar os fios e experimentar o choque antes de aplicá-lo no País?
Publicado no Estadão dia 001/12/2017 – Autor: Fernando Gabeira, jornalista, escritor e ex-deputado federal
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Finalizando
“A justiça, cega para um dos dois lados, já não é justiça. Cumpre que enxergue por igual à direita e à esquerda”
Rui Barbosa – foi um político, diplomata, advogado e jurista brasileiro
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-02/12/2017
Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar pela rádio Rock n’ Gol e pelo YouTube:
*A coluna é também publicada na pagina Facebook: “No intervalo do Esporte”
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
