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R$ 13,2 bilhões: todos os empréstimos, a fundo perdido, do BNDES ao grupo EBX, de Eike Batista

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eikelula

(Publicado, originalmente, em 26 de abril de 2016. Republicado em homenagem à “Operação Lava-Jato, que cumpre mandado de prisão contra o empresário por pagamento de propína ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral)

A pedido da CPI do BNDES, o banco enviou relatório detalhando as operações de empréstimo ao grupo EBX, que tem como proprietário o ex-bilionário Eike Fuhrken Batista.

O documento foi assinado pelo Chefe de Gabinete da Presidência, Sergio Gusmão Suchodolski.

assinatura gabinete bndes

As operações estão divididas em “Diretas” e “Indiretas não automáticas”.

Diretas são realizadas sem intermediação de de agentes financeiros, indiretas, com aval doutra instituição bancária.

As garantias exigidas, absolutamente frágeis, entre as quais ações das próprias tomadoras de empréstimos, evidenciaram, ainda mais, as suspeitas de acerto entre “amigos”, com provável compensação financeira aos facilitadores.

Empréstimos em valores expressivos foram concedidos até o ano de 2013 (1/3 da “fortuna” de R$ 34 bilhões que revistas especializadas creditavam como patrimônio do empresário), quando todos tinham conhecimento, principalmente o mercado financeiro, de que Eike Batista estava entrando em declínio.

Estima-se, nos dias atuais, que o patrimônio do Sr. “X” corresponde a R$ 1 bilhão negativo, sem levar em conta seu maior ‘Tesouro”, confiscado por membro do Corpo de Bombeiros.

Recentemente, em delação premiada, construtoras afirmaram que propinas em torno de 1% do valor total emprestado pelo BNDES a essas empresas eram direcionadas à alta cúpula do PT, partido do Governo.

Somando todas as operações, o BNDES aprovou R$ 13.287.298.642,00 em empréstimos às empresas de Eike Batista.

Se, de fato, os delatores estiverem falando a verdade, o PT, talvez o ex-presidente Lula (mais ligado ao empresário), podem ter embolsado, a título de pagamento de propinas, a substancial quantia de R$ 132,8 milhões.

Confira abaixo os trechos mais relevantes do relatório:

OPERAÇÕES DIRETAS

Companhia Industrial de Grandes Hotéis

LLX Minas-Rio Logística Comercial Exportadora S/A

LLX AÇU OPERAÇÕES PORTUÁRIAS S/A

MMX Porto Sudeste Ltda

OSX Construção Naval S/A

OSX Construção Naval S/A

ENEVA S/A (Antiga MPX – Energia S/A)

UTN Parnaíba Geração de Energia S/A

UTE Porto do Itaqui Geração de Energia Ltda

SIX Semicondutores S/A (atual UNITEC Semicondutores S/A)

OPERAÇÕES INDIRETAS

MDX Barra Medical Center Ltda

LLX Minas-Rio Logística Comercial Exportadora S/A

LLX Minas-Rio Logística Comercial Exportadora S/A

UTE Porto do Itaqui Geração de Energia Ltda

UTE Porto do Itaqui Geração de Energia Ltda

MMX Porto Sudeste Ltda

SIX SEMICONDUTORES S/A

MINERMINAS – MINERADORA MINAS GERAIS LTDA

MINERMINAS – MINERADORA MINAS GERAIS LTDA

Pedreira Sepetiba Ltda

MINERMINAS – MINERADORA MINAS GERAIS LTDA

Pedreira Sepetiba Ltda

AVG Mineração S/A

MMX Corumbá Mineração S/A

MMX Corumbá Mineração S/A

MMX Corumbá Mineração S/A

Pedreira Sepetiba Ltda

MMX Porto Sudeste Ltda

MMX Sudeste Mineração S/A

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