
Por 83 votos a 81, o Conselho Deliberativo do Santos reprovou as contas do presidente Modesto Roma Jr., aliado de Marcelo Teixeira, em alinhamento com o parecer do Conselho Fiscal, que havia, por cinco votos a zero, solicitado a reprovação.
O art. 68 do Estatuto do Peixe prevê impeachment para presidente e vice de futebol em caso de não aprovação da contabilidade.
Modesto Roma pode ser o segundo mandatário expulso do clube em curto espaço de tempo, lembrando que o antecessor, Odilio Rodrigues, por acusações de corrupção, teve esse destino.
Além das acusações de desvios de conduta em pagamento de comissões para empresários (inclusive em transações sem custo), a atual gestão aumentou o déficit do Santos, em apenas um ano, de R$ 203 milhões para R$ 282 milhões.
Santos e São Paulo deram exemplo, nos últimos dias, de como se deve agir com dirigentes que prejudicam os clube, enquanto isso, o Corinthians, em situação semelhante, prefere acobertá-los, aprovando contas reprováveis e tomando empréstimos para impedir a prisão de indiciados por crime fiscal.