
Desde horas antes da reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians, até a saída conturbada, antes do término na reunião, Andres Sanches, que tentou, sem sucesso, fugir pelos fundos do prédio da presidência, foi duramente hostilizado por manifestantes.
O termo “Andres Ladrão” era inserido em diversas pautas e faixas levadas pelos torcedores ao Parque São Jorge.
Reclamou-se da ingerência de empresários na base, do preço dos ingressos, da falta de transparência na prestação de contas e até de roubalheira.
Nem mesmo os apoiadores do ex-presidente, conselheiros acostumados a reuniões quase sempre de “beija-mão”, escaparam da fúria dos inconformados, e foram pressionados a largarem as benesses, entre as quais a indecente distribuição de ingresso gratuitos em jogos de mando do Corinthians.
O clube, amedrontado, diz que a partir de agora cobrará as entradas, porém há de se ficar atento para que o valor não seja “simbólico”, quase grátis, ou seja, os R$ 20 que costumam ser impressos nos ingressos jogados, por dirigentes locupletadores, em consignação nas “organizadas”.
Durante a reunião, coube, como de costume, ao Dr. Romeu Tuma Junior questionar a Andres Sanches sobre a declaração do ex-diretor de marketing do clube, Luis Paulo Rosenberg, que revelou o pagamento de R$ 500 mil ao filho do ex-presidente Lula, sem que este tenha, efetivamente, trabalhado.
O deputado arrumou um contrato de prestação de serviços (tão críveis quanto os assinados por Lula para prestar palestras sob as quais não há um vídeo sequer comprobatório), em que Lulinha teria direito ao salário de R$ 50 mil mensais, com o objetivo de divulgar as categorias de base do Corinthians.
Em sequencia, perguntado por Tuma sobre o retorno do clube com o referido “trabalho”, Sanches respondeu:
“Não rendeu nada… fizemos um mau negócio”.
CONFIRA ABAIXO MANIFESTANTES CHAMANDO ANDRES SANCHES DE “LADRÃO” NO PARQUE SÃO JORGE