
O Corinthians anunciou a compra de 40% dos direitos federativos do jogador Marlone, ex-Sport, pertencentes ao empresário e conselheiro do Corinthians, Fernando Garcia, sócio de Andres Sanches e irmão de Paulo Garcia, dono da Kalunga.
Os outros 60% permanecem com o “grupo”.
Sem entrar no mérito da capacidade do jogador, que é mediana, o fechamento do acordo, mais uma vez, rasga o Estatuto alvinegro, que proíbe qualquer tipo de negocio, ou negociata, envolvendo conselheiros alvinegros e o Corinthians.
A não revelação de valores (indicador de obscuridades) é menos relevante do que o fato, em si, que, em vez de ser apoiado por torcedores e demais claquetes, deveria ser combatido, evitando, assim, novas fontes de desvio de dinheiro do Parque São Jorge.
Qual a diferença entre os desvios de conduta de Alberto Dualib e Nesi Curi (tão combatidos pelos grupos “Fora Dualib” e “Corinthianos Obsessivos” – atuantes na política alvinegra) e os que envolvem Andres Sanches e a família Garcia ?
Para alguns conselheiros, a diferença se dá no bolso que sustenta a distribuição de ingressos e as festinhas… quem estiver dentro, apoia, fora, parte para o ataque.
A situação é tão promíscua, que até grisalho desembargador, com cargo importante no clube, e também no TJ-SP, em troca de estar ao lado de jogadores, não se vê constrangido em dividir a mesa – seja a de reuniões ou a de bebidas – com bicheiros, gente acusada de assassinato, ladrões comuns e até de casacas.
E o Corinthians, como disse ao blog, sob anonimato, importante membro do conselho, ex-membro da gestão Dualib, ligado a Paulo Garcia (financiador da campanha de Sanches ao parlamento): “quero que se dane o futebol… eu quero saber é do clube… das reuniões com os amigos…”.