“Eu até acho que sou afrodescendente, de tanto que apanhei e gosto de apanhar.”.
A desastrosa entrevista coletiva do treinador Dunga, da Seleção Brasileira, que teve como “ápice” a triste frase que “ilustra” nosso comentário, da conta, apesar do pedido de desculpas, postado no site da CBF, redigido, em verdade, pelo Diretor de Comunicação Fernando Mello, do nível das pessoas que comandam o futebol brasileiro.
Há quem diga que o episódio apenas revelou o que de fato estaria implícito na maneira de pensar de um profissional que tem, entre suas obrigações, servir de exemplo ético e moral para diversos jogadores, talvez, em alguns casos, milhões de torcedores.
Se racismo ou ignorância (apesar de ambos se completarem) o comportamento é inadequado, passível de repreensão da sociedade.
O mundo civilizado não tolera mais esse tipo de afronta.
Vale lembrar, que o Rei do Futebol, esporte de onde Dunga tira o sustento, é, talvez, a expressão mais conhecida, no mundo, entre afrodescendentes, e o atual craque da Seleção, Neymar, apesar de já ter negado ao Estadão, também possui o tom de pele que, segundo o treinador, é uma parte da população que “gosta de apanhar”.
EM TEMPO: recentemente, noutra demonstração de descontrole, Dunga ofendeu ao argentino Maradona, lembrando-lhe, através do gesto capturado pela foto da matéria, seu passado como usuário de drogas.
