No último sábado, no Parque São Jorge, associados do Corinthians passaram o cadeado no portão principal em protesto pelos privilégios concedidos a apoiadores da gestão.
Em resumo, após o Timão perder a área de 18 mil m², que era utilizada como estacionamento, sócios estão sendo obrigados a deixar seus veículos na rua, enquanto a turma da “carteirinha”, conselheiros, diretores e aspones, guardam, confortavelmente, dentro do clube.
O grupo que protestou deu prazo ao presidente alvinegro, Roberto “da Nova” Andrade, até terça-feira para que encontre soluções para o problema.
Em mídia social, postaram:
“(…) se o presidente não resolver nada os portões ficarão fechados o fim de semana todo, 20 e 21, para conselheiros e assessores.”
“(…) só entrarão no clube, pelo estacionamento, idosos, gestantes e deficientes físicos”
“(…) o presidente tem até às 20 horas da terça pra arrumar uma solução, ou seu carro também vai ficar na rua”.
“Acabaram as mamatas e regalias !”
Ontem, na sede do Corinthians, era nítido que a falta de estacionamento ocasionou outros problemas, de difícil solução.
Por exemplo, o restaurante do clube ficou às moscas.
A diretoria do Corinthians, a boca pequena, diz que somente na área em que está localizado o departamento de Tamboréu, poderia ser idealizado um novo local pára parar os carros.
Ou seja, desagradar um núcleo de votos certos para a gestão (Tamboréu), ou aos demais associados, que temem, como ocorreu na semana retrasada, deixar os veículos na via pública, com risco de assaltos e outros crimes ?
A guerra do estacionamento, fruto da incompetência em agir perante os órgãos público para manter uma área cedida ao Corinthians (vale lembrar que o Prefeito é do PT, partido do deputado Andres Sanches), terá capítulos duros nos próximos dias, e que deve afastar, ainda mais, os poucos associados que ainda insistem em frequentar o Parque São Jorge.
