FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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É como diz o ditado: O futebol é uma caixinha de propinas.
Samuel Santos
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Taparam o Sol com Peneira
No dia 29/04, almoçando com três pessoas, instado a discorrer sobre o nome do árbitro que iria atuar na contenda final da Série A1 do Paulistão 2015, afirmei: Dia antes do “sorteio” das quartas de finais, os membros da CA-FPF relacionaram o nome de dez árbitros, asseverando que os quatros primeiros “sorteados” estavam fora dos demais.
Muito bem, dias após, pouco antes do “sorteio” das semifinais, sem qualquer explicação, o nome dos árbitros Flavio Rodrigues Guerra e Rodrigo Guarizo do Amaral, foram retirados, restaram quatro árbitros, dois deles, trabalharam nas semifinais, conforme exposto pelo presidente da comissão, da listagem de dez nomes, permaneceram: Luiz Flavio de Oliveira e Vinicius Furlan
Voltaram atrás
Ora! Se ligando que pisaram na bola, na condição de terceiro participante da primeira partida das duas finais, os cérebros da CA-FPF recuaram e escolheram Guilherme Ceretta de Lima, que houvera arbitrado nas quartas de final: Santos x XV de Piracicaba; na seqüência, apresentaram o tabuleiro constando os três nomes, mexe daqui e de lá, como passe de mágica, surpreendentemente, Vinicius Furlam foi premiado.
Partida final
Continuando com nossas previsões quanto ao nome do árbitro para a partida final, disse para os três participes do almoço: Pra não queimar os caras da CA-FPF, não será novidade o não sortear do Luiz Flavio de Oliveira; dentre os possíveis nomes, apontei Guilherme Ceretta, ressaltando que sabia arbitrar, no entanto, era prepotente e possivelmente, péssimo colega
Não erramos
Na tarde da quinta feira 30/04 por volta das 17h00min o tabuleiro voltou a ser mexido, desta feita, colocaram os nomes de: Luiz Flavio de Oliveira, Raphael Claus, que havia arbitrado Santos x São Paulo, partida alusiva as quartas de finais e Guilherme Ceretta de Lima; bandeja chacoalhada de lado a outro, não foi diferente: Guilherme Ceretta será o árbitro da partida final
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Primeira das duas finais da Serie A1 do Paulistão 2015
Domingo 26/04
Palmeiras 1 x 0 Santos
Árbitro: Vinicius Furlan
Árbitro Assistente 01: Carlos Augusto Nogueira Junior
Árbitro Assistente 02: Anderson Jose de Moraes Coelho
Quarto Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Item Técnico
No todo da refrega o árbitro Vinicius Furlam cometeu uma série de erros; como principais:
Impedido
No lance que antecedeu a cruzada da bola para o interior da área santista, resultando no tento da vitória do Palmeiras, marcado por
– Leandro Pereira, seu consorte Robinho, estava na posição de impedimento, de costas para a linha de fundo, tendo ao lado um dos
– defensores santistas na expectativa de suas ações; portanto, Robinho observou e bem, que, a sua frente, lado direito do ataque de
– sua equipe, próximo da linha lateral vigiada por Anderson José de Morais, assistente 02, que seu consorte Lucas corria em direção
– à linha de fundo da defesa santista; assim que a redonda chegou perto, Robinho, com leve movimentar da cintura e dos pés,
– praticou o conhecido corta luz, ato que transgrediu ao inserido em um dos itens da regra XI:
– Intervir indiretamente no lance, tendo como objetivo levar vantagem
Não apontou e errou
Deixou de sinalizar penalidade máxima favorável ao Palmeiras quando do leve toque, ao mesmo tempo, claro deslocar promovido pelo santista Geuvânio, no momento que seu oponente Rafael Marques preparava o chute
Acertou
Por ter sinalizado a penalidade máxima cometida por Paulo Ricardo, zagueiro santista no oponente Leandro Pereira, em lance
– faltoso iniciado pouco antes da linha da grande área, que prosseguiu pouco após a entrada da área, proporcionando ao assistente
– Carlos Augusto Nogueira Junior a certeza que deveria indicar ao árbitro que houve infração; neste momento, Vinicius Furlam, bem
– distante do fato, trilou o apito apontando a marca da cal, ali chegando, precipitadamente, expulsou o atleta David Brás, que, de
– imediato e educadamente, se dirigiu ao árbitro dizendo não ter participado do caso, avisado por um dos seus pares, Vinicius Furlan
– corretamente, retificou o erro, expulsando o atleta Paulo Ricardo
Movimentação
Durante o transcorrer da refrega observei o distanciar do árbitro na maioria do ponto das disputas
Item Disciplinar
Não convenceu
Copa do Brasil 2015
Quarta Feira 30/04
Sampaio Correa 1 x 1 Palmeiras
Árbitro: Antonio Dib Morais de Souza (PI)
Árbitro Assistente 01: Rogério de Oliveira Braga
Árbitro Assistente 02: Francisco Nurisman Machado Gaspar
Itens técnico/disciplinar
Ao menos em duas ocasiões os fraquíssimos representantes das leis do jogo prejudicaram a equipe do Sampaio Correa por terem sinalizado impedimento do atleta Pimentinha; ao menos, em uma delas, com possibilidades de marcar o gol
No todo
Por este trabalho, estou convencido que: Para serem ruins; terão que melhorar e muito
Política
Lulinha: do caminho das antas ao apartamento de R$ 6 milhões. Ou: O filho que sai do pai não degenera. Ou ainda: O sítio das delícias
Os Lula da Silva têm mesmo um jeito heterodoxo de viver. Chega a ser estranho que o chefão do PT tenha querido, algum dia, como é mesmo?, mudar o mundo… Ora, mudar para quê? A partir de certo momento, vamos admitir, esse mundo só sorriu para ele. E continua a sorrir para a sua família. Reportagem de capa da VEJA desta semana expõe a proximidade entre o agora ex-presidente da República e o empreiteiro baiano Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, um dos presos da operação Lava Jato. Proximidade que pode fazer com que o escândalo do petrolão ainda exploda no colo do companheiro-chefe. É que Pinheiro começou a fazer algumas anotações… Leiam a reportagem da revista desta semana. Quero aqui abordar um aspecto em particular.
A VEJA informa que Fábio Luís da Silva — vulgo “Lulinha” — mora num apartamento, numa área nobre em São Paulo, avaliado em R$ 6 milhões. É isso mesmo que vocês leram. O apartamento do filho do Primeiro Companheiro é coisa de ricaço. Mas parem de ficar imaginando maldades. O dito-cujo não está em nome do rapaz! Não! Oficialmente, o dono do imóvel é o empresário Jonas Suassuna, que é apenas… sócio de Lulinha.
Esse rapaz, note-se, é, desde sempre, um portento. Lula já o chamou de o seu “Ronaldinho”, louvando-lhe as habilidades para fazer negócios. Formado em biologia, o rapaz era monitor de Jardim Zoológico até o pai chegar à Presidência. Cansado de ficar informando ao visitante onde se escondiam as antas, ele decidiu ser empresário quando o genitor se tornou o primeiro mandatário. E o fez com uma desenvoltura assombrosa. Só a Telemar (hoje Oi) injetou R$ 15 milhões na empresa do rapaz, a Gamecorp. Nada além de uma aposta comercial?
Assim seria se assim fosse. Empresas de telefonia são concessões públicas, que dependem de decisões de governo. Aliás, é bom lembrar: Lula mudou a lei que proibia a Oi (ex-Telemar) de comprar a Brasil Telecom (que era de Daniel Dantas). A síntese: o pai de Lulinha tomou a iniciativa de alterar uma regra legal e beneficiou a empresa que havia investido no negócio do filho. Isso é apenas uma interpretação minha? Não! Isso é apenas um fato. Adiante.
Os Lula da Silva formam uma dinastia. O filho repete, em certa medida, o caminho do pai — e não é de hoje. Quando Lula era o líder da oposição, também morava, a exemplo de Lulinha, numa casa que estava muito acima de suas posses oficiais. O imóvel lhe era cedido por um advogado milionário chamado Roberto Teixeira, seu compadre. Se vocês entrarem no Google, ficarão espantados com a freqüência com que Teixeira aparece ligado a, digamos assim, negócios que passam pelo petismo.
Agora o sítio
Jonas Suassuna, o sócio de Lulinha e dono oficial do apartamento milionário em que mora o filho do Poderoso Chefão petista, é quem aparece como proprietário de um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, em companhia de Fernando Bittar, que é, ora vejam, o outro sócio de Lulinha. Até aí, bem…
Ocorre que, no PT, e fora dele, incluindo toda a Atibaia, a propriedade é conhecida como o “sítio do… Lula!”. É lá que ele passa os fins de semana desde que deixou a Presidência. A propriedade foi inteiramente reformada, em tempo recorde, pela empreiteira OAS, a pedido de… Lula! Os pagamentos aos operários eram feitos em dinheiro vivo. O arquiteto que cuidou de tudo se chama Igenes Irigaray Neto, indicado para o empreendimento pelo empresário José Carlos Bumlai, amigão de… Lula! O tal aparece com frequência em histórias mal contadas envolvendo o petismo — inclusive o petrolão.
A OAS, que reformou o sítio que até petistas dizem ser do ex-presidente, também foi chamada para concluir um dos edifícios da Bancoop, a cooperativa ligada ao PT, que era presidida por João Vaccari e que faliu, deixando três mil pessoas na mão. O único prédio concluído é justamente um de alto padrão, onde Lula tem um tríplex, com elevador interno. Quando explodiu o caso Rosemary Noronha, aquela amiga íntima do ex-presidente, a OAS foi mais uma vez chamada para dar uma mãozinha para João Batista, o marido oficial da tal senhora.
Assim se construiu a república petista. Os companheiros têm explicações para essas lambanças? É claro que não! Preferem ficar vomitando impropérios nas redes sociais, acusando supostas conspirações. Definitivamente, o PT superou a fase do Fiat Elba, que foi peça-chave na denúncia contra Collor. Fiat Elba? Ora, Lula, o PT e a tropa toda são profissionais nas artes em que Collor ainda é um amador.
Autor: Reinaldo Azevedo
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Justiça
Todas as vezes que leio e ouço comentários sobre o comportamento de membros do judiciário deste corroido Brasil, brasileiro, incluindo o STJ, lembro que por algumas ocasiões, conversando com o falecido causídico e ex-árbitro de futebol Helio Coelho, ouvi, que boa parte dos “sorteios” que indicam o julgador dos processos na primeira instância da justiça do estado de São Paulo, era direcionando; assim como, sua ojeriza a não delimitação de prazo para conclusão dos mesmos, em todos os niveis do judiciario; vez que, centenas e centenas, aguardam a manifestação do todo poderoso meretíssimo
Inacreditável
Tomei conhecimento que maioria dos “sorteios” nos processos de primeira instancia que tenha como implicado o jornalista Paulo Cezar Andrade Prado, contam com o mesmo jurado
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Finalizando
“Em um mundo cheio de maldades o jeito é viver como uma garrafa fechada jogada ao mar, a garrafa ta na água, mas a água não esta na garrafa”.
Rafael Spagnolo
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Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-02/05/2015
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
