Por JOSÉ RENATO SATIRO SANTIAGO
Filho de Maura e Renato.
Tenho três irmãos, dezenas de primos.
Alguns amigos, poucos.
Nasci em São Paulo, sou de família cearense, já morei em Manaus, São Bernardo do Campo, até voltar a São Paulo.
Poucas mudanças de moradia, mas suficientes para não ter mantido contato com muitos amigos que estiveram comigo em importantes momentos na minha vida.
Talvez apenas uma desculpa chula para justificar eventual pouca habilidade de minha parte para conseguir manter meus amigos.
Quem sabe certa antipatia inconsciente… ou consciente.
Passei a acreditar que para termos amigos, não havia a necessidade da presença física.
Mentira, não acreditava nisso realmente.
Até que… alguns anos atrás, pouco mais de 5, tive a oportunidade de conhecer um poeta.
Na verdade, primeiro conheci alguns de seus textos, poesias que traziam como tema, o futebol, algo tão próxima de minha vida.
Até que um dia, tive a oportunidade de conhecer este poeta.
Um médico pernambucano, filho de paraibana, amante de futebol e torcedor do Náutico.
Um presente de Deus.
Alguém que, como poucos, passou a fazer parte da minha vida, por mais que estejamos distantes por mais de 2.000 quilômetros.
Creio que não tenhamos nos encontrado mais que uma dúzia de vezes.
Algumas vezes em Recife, outras em São Paulo… também em Olinda e em Mairiporã.
Um irmão de coração.
Semana passada, por algum motivo não claro para mim (sempre há), acabei por escrever uma mensagem em uma rede social que dava uma impressão que eu estava meio “para baixo”.
Pois qual não foi o presente que ganhei ao receber uma ligação de Pernambucano, com uma voz indagando: – Ei cabra, como é que você está?
Era ele… uma ligação que me firmou de vez o entendimento que a distância física não tem qualquer relevância.
Amizade supera tudo.
Nestes últimos dias, eis que o futebol que tanto nos aproximou inicialmente tem dado a este poeta momentos de tristeza, sobretudo pela carência que permeia as cabeças de tantos que, por absoluta falta de perspectivas, acabam por colocar este esporte tão maravilhoso, como algo muito mais importante do que realmente é.
Por conta disso, o poeta resolveu deixar de escrever seu espaço diário onde compartilha seus textos.
Todos, perdemos.
Ainda assim, sou grato ao futebol por ter me presenteado com este irmão poeta, Roberto Vieira.
