Observar a composição da nova (?) diretoria das categorias de base do Corinthians é quase um trabalho de premonição do desastre, tamanho o número de chupins, “esquemeiros” e gente que lá está para agradar pais poderosos, entre os quais um desembargador de justiça.
Poucos aparecem na conta de profissionais qualificados.
O resultado é a formação de equipes truculentas, que podem, por vezes, conquistar títulos (quase sempre com atletas emprestados de empresários às vésperas dos torneios), mas, invariavelmente, não consegue trazer ao time profissional (objetivo que deveria ser primordial no departamento) as soluções que se espera para tamanho investimento.
Trocou-se a condução da diretoria principal, que saiu das mãos do dono de estacionamento, Fernando Alba, para conceder ao grupo do conselheiro Jacinto Antonio Ribeiro, o Jaça (o mesmo do período Nesi Curi, no Parque São Jorge), outro que já foi preso em flagrante, tempos atrás, por contravenção ligada ao Jogo de Bicho, a condução dos rumos das “revelações” alvinegras.
O Diretor Geral, José Onofre de Souza Almeida, trata-se de mero cumpridor de ordens, que, ao lado doutro aliado de Jaça, o vulgo Paulinho do Ouro, terão que, além de beneficiar os seus, cuidar da sobra da gestão anterior, que, ligada fortemente aos “esquemas” com empresários, permaneceu no setor.
Destes, o mais perigoso é o “incaível” Afonso Armonia, ex-roupeiro do Palmeiras, que mesmo após a estranha e fracassada experiência do escritório alvinegro para negócios nebulosos, aberto em Portugal, foi agraciado com o cargo de Gerente de Relações Internacionais, ou seja, o elo de ligação com empresários mais importantes.
Há também a manutenção do “Fora Dualib” Domingos Neto, o Doni “Bob Cuspe”, reempossado “assessor”, outro oriundo de fracasso: a parceria com o Flamenguinho de Guarulhos, que deu de comer a jogadores inexpressivos e seus agentes associados.
De maneira estranha, a direção alvinegra não vê problemas em Doni dividir o cargo na base do clube com a Diretoria de Futebol Profissional da equipe guarulhense, pelo qual é oficialmente remunerado, mesmo após a separação das atividades entre as agremiações.
Há também a constrangedora promoção de Flávio Benedito, filho do desembargador Ademir Benedito, ex-presidente do Conselho, recém eleito para o CORI, alçado de preparador físico da equipe Sub-11, para Supervisor de Departamento.
Uma vergonha que só não é maior do que o comportamento doutros magistrados do Conselho alinegro, que não sentem-se incomodados em dividir mesas de reuniões com todo o tipo de gente e situações.
Por fim, novamente o Dr. Joaquim Grava (que adora os negócios do mundo quase sempre oculto das categorias de base) figura como Consultor Médico, apesar de já estar no lucro (e que lucro!) ao ter colocado no futebol profissional seus dois filhos, Gravinha e Flavio “Monstrinho”, além doutras atribuições em passado recente, como “engenheiro” e comprador da reforma do CT da Ayrton Senna, sob suspeita de superfaturamento.
Em situação financeira tão complicada, as categorias de base do Corinthians, se bem trabalhadas e administradas, serviriam de escape não apenas para a tão sonhada redução de custos (evitando contratações desnecessárias), mas também no fortalecimento esportivo da equipe principal, porém, comprometimentos eleitorais e com empresários que sustentam boa parte do “não remunerados” dirigentes alvinegros, pelo que se observa, atrasarão em mais alguns anos a reforma tão esperada de procedimentos.
