Na última semana, quatro “caciques” da atual gestão do Corinthians, todos do grupo “Renovação e Transparência”, foram indiciados pela Justiça Federal por crimes fiscais que lesaram os caixas alvinegros em quase R$ 200 milhões.
Andres Sanches, Roberto “da Nova” Andrade, Raul Corrêa da Silva e André Negão.
Ontem o Blog do Perrone demonstrou que tanto pelo Estatuto do clube quanto pelo Código Civil há meios do Corinthians ser ressarcido pelos dirigentes, desde que associados e conselheiros se disponham a ingressar com ação contra os supostos criminosos.
Horas depois da postagem, Romeu Tuma Junior, membro do Conselho Alvinegro, disse que tomará as medidas cabíveis.
Porém, será quase impossível, mesmo com a condenação, reparar os danos terríveis ao caixa alvinegro.
Sanches declarou na Justiça Eleitoral possuir pouco mais de R 1 milhão de patrimônio, sendo que, a primeira vista, nem mesmo esse montante pode ser comprovado, adequadamente.
Roberto “da Nova” Andrade é gerente de Concessionaria de automóveis, ou seja, oficialmente não possui recursos.
Ambos, mesmo notoriamente tendo realizado negócios lucrativos, para si próprios, no futebol do Corinthians, desde 2007, por razões óbvias, não podem contabilizar qualquer entrada de dinheiro referente ao assunto, fator que inviabiliza cobrança judicial.
André Negão vive há anos na informalidade, com único rendimento “oficial” declarado de 3 mil mensais, cargo que perdeu, há dois anos, e que o obrigou a ingressar no ramo controverso de “desmanches” de automóveis.
De todos, apenas Raul Corrêa da Silva, responsável por mascarar as dívidas nas últimas duas gestões, teria como justificar alguma origem de recursos, mesmo assim, absolutamente insuficientes para ressarcir os valores que o Corinthians teria que receber.
Nem o presidente do clube, delegado Mario Gobbi, se incluído na contenda, teria como arcar com a condenação, recebendo “oficialmente” pouco mais de R$ 10 mil mensais de salários, apesar de ostentar padrão de vida semelhante aos de seus colegas que se deram bem no DETRAN.
O deplorável quadro acima serve para exemplificar a temeridade de alçar ao poder de um clube com a Receita anual que tem o Corinthians pessoas despreparadas administrativamente e que não possuam padrão de vida condizentes com a responsabilidade a ser assumida.
