Apesar de não admitida, é nítida a preocupação do Bom Senso FC, movimento formado por jogadores de futebol, em evitar confrontos com clubes, enquanto bate de frente com Federações e Confederações.
Não se sabe, por equívoco de procedimento, ou, talvez, pelas ligações umbilicais, e até comerciais, entre alguns atletas e dirigentes importantes dessas equipes.
Surgiu a informação, no início da semana, que o projeto de “fair-play” financeiro do Bom Senso foi todo elaborado pela empresa BDO-RCS, de propriedade do diretor financeiro, e postulante ao cargo de presidente do Corinthians, Raul Corrêa da Silva.
É evidente o conflito de interesses.
Clubes e jogadores, por razões óbvias, mantém divergências naturais sobre o assunto, e Corrêa, ligado a ambos, não poderia, jamais, servir como relator de um documento que, em tese, será motivo de divergências entre as partes.
Bater de frente com o sistema do futebol, mas, de maneira seletiva, evitar o confronto com os clubes, enfraquece a briga do Bom Senso, que passa a atender interesses que não apenas dos jogadores, sua razão primordial de existência.
