
Arnaldo Tirone pode entrar para a história, em 2012, como o pior presidente do Palmeiras em todos os tempos.
Pode-se discordar de vários antecessores, porém, ao menos, eram eles que davam as cartas dentro do clube.
Ou, pelo menos, o grupo que os apoiava.
Hoje, ninguém sabe o que fazer no Palestra Itália, muito menos a quem obedecer.
No caso do futebol, que por muito pouco escapou do rebaixamento no Brasileirão passado, a situação é ainda mais preocupante.
Ninguém quer patrocinar a equipe, que, esquecendo-se de sua história gloriosa, implora por contratos, vendendo-se por muito menos do que vale.
Com as cotas de televisão adiantadas, se a equipe não engrenar no primeiro semestre, faltará dinheiro para finalizar o ano, gerando situações que tendem a ser desesperadoras.
Jogadores, avisados por seus empresários, ou apenas bem informados sobre o que ocorre, rejeitam jogar pelo clube.
No último caso, um atleta preferiu ficar no inexpressivo Atlético/GO do que arriscar a sorte no Palmeiras.
Um verdadeiro vexame.
É nítido também o desconforto do treinador Felipão com a situação.
Recebendo ordens de um ainda inexperiente Cesar Sampaio – que pouco ou nada mudou no Palmeiras desde sua chegada – e de um desafeto escancarado, e agora acusado de receber dinheiro para intermediar jogadores, Roberto Frizzo.
Dando ordens a um grupo de atletas que claramente não possui capacidade técnica para cumpri-las, e vendo seus pedidos de reforços naufragarem com o passar do tempo.
Uma situação tão caótica que começa a se refletir até no orgulho de seu torcedor, cada vez menos presente nos estádios, e diminuindo muito fora dele.
Se nos áureos tempos da Academia o Verdão ocupava, com sobras, a segunda colocação em qualquer pesquisa de torcidas, hoje, na terceira, está a pouco mais de 1% de ser ultrapassada pelo torcedor do Santos.
Se a maneira de agir e pensar dos cartolas alviverdes não mudar, radicalmente, dias com o do rebaixamento no Brasileirão, anos atrás, serão menos tristes dos que se anunciam num futuro cada vez mais próximo .