
Pouco importa a vida privada de Adriano desde que a mesma não infrinja leis que prejudiquem a sociedade.
Fato.
Corinthianos comemoravam, ontem, o fato da garota que levou um tiro na mão ter mudado o discurso e revelado ter sido a autora do disparo.
“Adriano não é culpado !”, disse a maioria.
Depende, em nossa opinião, do ponto de vista.
Confesso ter dificuldade de acreditar nos dois lados.
No do jogador, que já fez coisa bem pior na vida, como amarrar sua própria mulher numa árvore, durante a madrugada, dentro de uma favela, local em que, segundo dizem, proporciona “alegrias” aos traficantes locais.
E na garota, que pode ter sido pressionada, ou não, a mudar seu depoimento, não apenas por ser “peixe pequeno” perto dos tubarões que estavam no carro, mas também pela dívida de R$ 80 mil com o hospital, que, acredito, poderá ser paga nas próximas horas.
Além disso, a desculpa de que Adriano pode fazer o que quiser por estar em período de férias seria natural se o contexto fosse outro.
Quanto tempo o jogador ficou parado, freqüentando boates, engordando como um porco, faltando a mais de 50 % das sessões de fisioterapia, recebendo R$ 500 mil mensais como recompensa ?
Pois é.
Teria, no mínimo, que ter a gratidão com o Corinthians, e procurar se condicionar nesse período de recesso do futebol brasileiro.