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A última jogada

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Da “FOLHA”

Por JUCA KFOURI

“Em dois lances, Ricardo Teixeira tenta sair do iluminado isolamento em que se encontra”

RICARDO TEIXEIRA estava só. E, desde suas malfadadas declarações à revista “piauí”, só e mal acompanhado. Levando pau de todo lado, ainda por cima. Da presidente da República, que o ignora, e do presidente da Fifa, que o ameaça. Sem ambiente interno e sem ambiente externo.

Era preciso fazer alguma coisa e ele fez: em hora inoportuna, contratou o presidente do Corinthians para assumir as seleções da CBF.

E, em hora tardia, chamou o dito presidente dos jogadores para assumir formalmente o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014.

Com Andres Sanchez ele busca a proximidade de um dos brasileiros mais populares da atualidade, o ex-presidente Lula.

Certamente não foi por acaso que, assim que fez o anúncio de Sanchez, se apressou em dizer, diante dos jornalistas, que era preciso telefonar para Lula para contar a novidade.

Com Ronaldo Fenômeno ele imprime uma outra imagem do COL no mundo do futebol e fica mais à vontade para lutar por sua eleição à presidência da Fifa, em 2015.

Para tanto, já se acertou com o quarteto escandaloso composto por Julio Grondona, presidente da Associação de Futebol da Argentina; Nicolás Leoz, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol; Jack Warner, ex-presidente da Confederação Centro-Americana e do Caribe de Futebol e Mohamed bin Hammam, ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol, os dois últimos banidos da Fifa, assim como os dois primeiros correm riscos se, de fato, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, tornar público em dezembro, como promete, os documentos da Justiça suíça que deixariam, também, em situação insustentável, Ricardo Teixeira e João Havelange, presidente de honra da Fifa.

Teixeira submerge, e volta às articulações de bastidores, porque não consegue controlar seu temperamento de ogro e, diferentemente do ex-sogro, não tem cintura para viver sob as luzes da ribalta.

Resta saber se fez as escolhas certas.

Sanchez não prima pelos bons modos e começou mal ao dizer que a seleção da CBF é maior que o Corinthians, o suficiente para deixar fulos os do bando de loucos.

E Ronaldo, além de ter de abdicar de seus negócios no futebol, está longe de ter a postura de Michel Platini ou de Franz Beckenbauer.

Paulo Roberto Falcão seria mais adequado.

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