O Barcelona, de maneira incontestável, sagrou-se pela primeira vez em sua história, Campeão Mundial de Clubes.
Mostrou para todos que o futebol arte, aliado ao comprometimento tático, torna uma equipe praticamente imbatível.
Para o Estudiantes fica marcado o espírito de luta de uma equipe que, sem dúvida, chegou muito mais longe do que deveria.
Tirando o excepcional Verón, poucos merecem ser citados.
Na primeira etapa o Barcelona começou a partida comandando as ações, embora não repetisse suas melhores atuações.
Atacava, mas pouco incomodava o goleiro argentino.
Com o tempo a equipe do Estudiantes, que jogava com enorme disciplina tática, equilibrou a partida.
Mesmo assim, aos 32 minutos, Xavi escapou pela esquerda e sofreu pênalti de Albil, ignorado pela arbitragem.
E o castigo veio quatro minutos depois, quando Diaz cruzou na cabeça de Bosseli, que abriu o marcador para os argentinos.
Mordido, o Barcelona voltou diferente para a segunda etapa.
Atacando o tempo inteiro, mas encontrando nos argentinos uma barreira quase intransponível.
Quando todos acreditavam que a partida já estava definida, aos 43 minutos, Piqué disputou a bola dentro da área, que sobrou para Pedro, de cabeça, encobrir o goleiro e recolocar o Barça na luta pelo título.
Foi uma enorme ducha de água fria para o Estudiantes.
Na prorrogação, abatidos e muito cansados, os argentinos tornaram-se uma presa fácil para os espanhóis.
Verón, um leão dentro de campo, não conseguia mais caminhar.
E o Barça, além de jogar melhor, partiu para o ataque.
Messi movimentava-se mais e criava inúmeras oportunidades.
E o gol do título saiu aos 4 minutos do tempo final.
Aproveitando cruzamento de Daniel Alves, Messi, de peito, completou para as redes.
Era o gol do título.
Que deve ser comemorado não só pelos torcedores do Barça, mas por todos aqueles que gostam do bom futebol.
