FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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ÁRBITROS DIRIGENTES E ATLETAS
Desde o estrear dos Campeonatos Brasileiros do ano em curso nas suas diversas séries, as arbitragens provocam discórdias.
O atual estágio da arbitragem de futebol me fez retroagir ao inicio década setenta quando iniciei minha caminhada passando a freqüentar a Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol.
Dos bancos da escola ao tempo atual observo que o julgador astuto se aproveita do item interpretação que é proporcionado pelas leis do jogo colocando-o na pratica diferentemente mesmo que em lances idênticos, avaliando se time pequeno contra grande, grande contra grande, bem como os interesses que envolvam as partes.
A esperteza deste tipo de julgador se deve a apadrinhamento, foi ajudado, deve ajudar, ou a seu critério:
Faço algo para garantir a próxima escala.
Este procedimento é inerente à cobiça dos individualistas, nunca exercerão suas funções pensando no todo da categoria, são carentes de autocrítica, não vêem deformidade em suas atuações, estão sempre a criticar as escalas de seus pares.
Sempre entendi e entendo que o sucesso de um reflete no todo, no inverso, ocorre o mesmo.
ATLETAS
Em varias partidas observei e observo atletas contestando determinações dos representantes das leis do jogo sem serem repreendidos pelos dirigentes que ao dizerem algo corroboram com o atleta incentivando a indisciplina.
EXEMPLOS
ATLETAS
Dentinho:
Nas jogadas que recebe falta levanta o braço e com a mão pede ao árbitro que mostre cartão a seu adversário.
Richarlyson:
Costuma contestar com gestos e com palavras as determinações da arbitragem.
TREINADOR
Mano Meneses:
Contumaz contestador deveria fazer curso de arbitragem, ao término se inscrever no quadro de árbitros para iniciar na atividade.
É inaceitável o comportamento de Mano Meneses, como também a não tomada de posição pelos árbitros.
Faz-se urgente melhorar o nível das arbitragens, bem com os constantes atos de discórdia por parte dos técnicos, atletas e dirigentes.
BRASILEIRO SÉRIE A
BARUERI X CRUZEIRO
Árbitro: Djalma Beltrami (RJ)
Atuação nociva ao time da casa, não assinalou pênalti para o Barueri e validou o lance de impedimento que originou no gol da vitória cruzeirense.
O “sorteio” de seu nome para atuar neste evento me pareceu um compensar da péssima arbitragem de Evandro Rogério Roman (FIFA-PR) entre Cruzeiro x Palmeiras, a equipe mineira foi a prejudicada.
Djalma Beltrami é outro que nunca deveria ter recebido o distintivo FIFA por ser fraquíssimo tanto técnica quanto disciplinarmente, seu padrinho deva ser fortíssimo.
SÃO PAULO x CORINTHIANS
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Fraca atuação, um de seus erros foi autorizar a entrada de Dentinho quando à bola estava na defesa são-paulina, Dentinho se aproveitou, tomou a redonda de Jean daí em diante surgiu o tento do Corinthians.
O tento do São Paulo foi marcado em impedimento dificílimo de ser detectado pelo assistente, o lance lhe pertence.
De casa e pela TV a primeira vista fiquei em duvida.
O árbitro foi benevolente com o técnico Mano Meneses e com Dentinho, relevou ato de indisciplina de Richarlyson e deixou o jogo correr com claros lances de faltas não marcadas.
Na jogada que teve participação do corintiano Moradei e o são-paulino Marlos, não houve a penalidade reclamada pelo atleta do São Paulo.
INTERNACIONAL x FLAMENGO
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
A realização desta partida é mostra da imposição dos dirigentes e do submeter dos árbitros.
Com o campo de jogo alagado e impraticável devido às chuvas torrenciais, me convenço que o árbitro deva ter recebido orientação para realizar a partida.
As alegações são conhecidíssimas e as desculpas idem, por obra das poucas ou quase inexistentes jogadas perigosas, não ocorreu nada grave.
POLITICA
Nós que trabalhamos sol a sol, que pagamos todas as obrigações descontadas em folha, que consumimos e pagamos impostos em todas as transações, temos que praticar a cidadania e repulsar a aprovação de mais de sete mil vagas para vereadores que foram aprovadas pelos repulsivos parlamentares federais acostumados e incentivadores do:
Toma Lá Dá Cá.
Chega de nos roubarem, de compararem com parlamentos ou governos passados, tanto o ocupante do principal cargo executivo deste país como todos os demais, foram eleitos para governarem e legislarem com retidão, não para auferirem lucros como o faz.
Passou da hora de nos levantarmos contra a latente roubalheira, os poderes estão contaminados, seus membros desacreditados, os exemplos de ética e retidão são raríssimos.
Nada adianta gritar contra Sarney, Quércia Renan, Maluf, e grade maioria dos políticos se não condenarmos o apoio do principal ocupante de cargo administrativo deste Brasil, brasileiro.
Devemos cobrar retidão e nos reciclarmos mudando a cultura do sempre levar vantagens, de criticar os antecessores e de aprimorar a imoralidade para auferirmos sinecura.
OLIMPIADAS
A ladroeira está contente, viva a corrupção.
Acorda Brasil
SP-03/10/09

