Por JUCA KFOURI
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Estranhamente, no começo dos dois tempos na Arena da Baixada, o São Paulo deu espaço ao Furacão que pressionou o quanto pôde.
No primeiro tempo, é verdade, o São Paulo depois equilibrou o jogo e levou mais perigo ao gol rubro-negro do que havia sofrido até então.
No segundo não foi diferente.
Só deu o rubro-negro até ali pelos 20 minutos e, depois, o São Paulo foi para cima, com perigo.
Desta vez o tricolor não deu aquela sorte de campeão, ao contrário.
Porque, aos 41, Paulo Baier iniciou uma jogada ao roubar a bola de Arouca, abriu na direita e subiu para cabecear o cruzamento: 1 a 0.
No Pacaembu com frio e chuva, Corinthians e Botafogo fizeram um jogo equibradíssimo em todos os sentidos.
O Corinthians perdeu dois gols claros no primeiro tempo, com Jorge Henrique e Dentinho.
Já o Botafogo, com André Lima, exigiu duas grandes defesas de Júlio César, além de ter reclamado de um pênalti em Victor Simões, no mínimo duvidoso.
No fim dos primeiros 45 minutos, no entanto, Dentinho sofreu pênalti e ele mesmo bateu para fazer, aos 43, 1 a 0.
Não era nem justo nem injusto, era o que era.
Mas nem bem começou o segundo tempo, e Reinaldo que acabara de entrar, aproveitou, de cabeça, um escanteio cobrado por Lúcio Flávio e empatou, aos 2.
Em seguida, Jucilei cavou uma falta e Marcinho bateu com perfeição para fazer 2 a 1, aos 6.
O Botafogo foi à luta, pressionou, o Corinthians todo remendado só assistiu e sofreu o empate, de André Lima, com a mão esquerda, aos 15.
Depois, com as duas mãos, agradeceu ao céu, que deve ter algum morador que gosta de gols irregulares.
Porque nem passou muito tempo e a arbitragem inventou um pênalti para Dentinho bater, Castillo se adiantar, defender e o corintiano pegar o rebote para fazer 3 a 2, aos 25.
Em nova falta, aos 34, Lúcio Flávio foi perfeito e empatou de novo: 3 a 3.
Entre erros de arbitragem e acertos dos jogadores, era o mais adequado mesmo.