Por JUCA KFOURI
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Alecsandro fez dois gols em impedimento para o Inter no primeiro tempo, no Beira-Rio, aos 30 e 37.
Daqueles gols que um cartola leviano mandaria botar num DVD e que um observador frio diria que foram apenas frutos de erros do bandeirinha, o segundo por apenas 30 centímetros, uma régua escolar.
Ainda mais que, no fim do primeiro tempo, o árbitro deu um pênalti inexistente para o São Paulo, desperdiçado por Washington e defendido por Lauro.
Mais que a arbitragem, errou a defesa do São Paulo que levou dois gols idênticos, porque uma zaga que tem Renato Silva não pode ser levada a sério.
Hernanes diminuiu logo no começo do segundo tempo para dar novo tempero ao jogo e mais motivo ainda para os são-paulinos reclamarem da arbitragem: era para estar 1 a 0…
E Jean, num golaço por cobertura aparentemente sem querer, aos 23, empatou. Era para estar 2 a 0…
O São Paulo repetia o Fluminense no Beira-Rio e chegava aos 2 a 2 depois de perder por 2 a 0.
Restava saber se tomaria mais gols depois, como fez o tricolor carioca.
Não tomou, por pouco, mas não tomou, porque Taison que entrou nos minutos finais, como D’Alessandro, quase desempatou.
Tite segue firme porque, nisso, Fernando Carvalho parece coerente, razão pela qual este blogueiro perdeu a aposta de que Muricy Ramalho iria para o Inter.
O Santos já tinha batido o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro, na estréia de Vanderlei Luxemburgo que deixou Paulo Henrique e Neymar no banco, os botou para jogar no segundo tempo e viu Neymar fazer o gol da vitória pela contagem de 1 a 0, aos 27.
O jogo foi duro de ver, mas a vitória santista foi incontestável, até em função da fragilidade do Furacão, de novo na ZR.
Como é incontestável a reação do Goiás que quebrou a invencibilidade de Jorginho à frente do Palmeiras.
Diego Souza, para variar, aos 7 do segundo tempo, fez um golaço de fora da área, mas, aos 30, que ironia, Léo Lima empatou de pênalti.
No fim, Bruno Meneghel fez 2 a 1 num jogo bem disputado pelos dois esmeraldinos.