Os números do balanço anual corinthiano, divulgado durante a semana, são muito ruins.
Um dos itens que mascara a incompetência da atual gestão é a questão dos empréstimos bancários.
Ao anunciar que a divida do clube diminuiu os dirigentes alvinegros insultam a inteligência do torcedor.
Utilizaram-se de dinheiro emprestado e o contabilizaram como amortizador da dívida geral.
Entre empréstimos e financiamentos o crescimento é assustador.
Em 2007, logo após assumirem o poder, Andres Sanchez recebeu o clube com R$ 13,1 milhões em empréstimos adquiridos.
Um ano depois, este número subiu para R$ 52,5 milhões, fora os juros.
Um escândalo.
Confira abaixo o extrato de empréstimos que o Corinthians tomou na gestão da “Contravenção e Transparência”.
Preste bem atenção nos itens BWA e “Outros”.
Bradesco
R$ 10.006.000,00
Juros: 1% a 1,85% a.m.
Banco BMG (Banco do Mensalão)
R$ 13.267.000,00
Juros: 1,9% a.m.
Federação Paulista de Futebol
R$ 5.941.000,00
Juros: 2,15% a.m.
(detalhe: A FPF cobra mais juros do que os bancos citados acima. Qual a vantagem em realizar o empréstimo ?)
Clube dos 13
R$ 18.632.000,00
Juros: 1,8% a.m.
(Valor maior do que o patrocínio corinthiano)
BWA
R$ 2.621.000,00
Juros: CDI+2% a.m.
(Antes de emprestar dinheiro ao Corinthians a BWA cobrava, na gestão Dualib, 8% pelo serviço de confecção e venda de ingressos. Após fornecer dinheiro ao clube, a juros bem maiores do que os de mercado, passou a cobrar absurdos 11% do valor bruto da bilheteria, cerca de 24% do valor líquido.)
Outros
R$ 2.043.000,00
Juros: 5% a.m.
(O clube cita, em seu balanço, empréstimos a juros extorsivos de 5% ao mês, de fontes não discriminadas. Fala-se que seriam provenientes de empresários de atletas e da contravenção penal. O que explicaria os valores cobrados, semelhantes aos das mesas de agiotas)