Empacou a obra na Fazendinha
Do JORNAL DA TARDE
Por MARCEL RIZZO
Chamou a atenção de quem esteve nos últimos dias no Parque São Jorge: a reforma do gramado, que o deixou completamente destruído, parou. Não há operários nem máquinas trabalhando para que a previsão de 90 dias seja cumprida. O técnico Mano Menezes disse em entrevista ao JT, em Itu, há três semanas, que pretendia trabalhar o mínimo possível no CT de Itaquera, muito distante da Fazendinha e da moradia da maioria do elenco.
Questionado a respeito, o diretor de futebol Mário Gobbi disse que houve a interrupção porque a empresa LusoArenas, que fechou acordo com a diretoria de marketing para reformar o estádio, assumiu também a melhoria do gramado. “É apenas um problema burocrático”, garantiu o dirigente à TV Gazeta.
“Essa reforma do gramado não tem nada a ver conosco. Essa é uma melhoria para os treinamentos, e o clube é o responsável. Vamos mexer no gramado mais para frente, deixando-o habilitado também a receber shows”, rebateu ao JT Marco Herling, diretor da LusoArenas. “Respeito esse senhor (Gobbi), mas não o conheço. Trato diretamente com o Luiz Paulo (Rosenberg, diretor de marketing).”
Mário Gobbi não atendeu ontem o telefone, nem respondeu ao recado deixado. Roberto de Andrade, atualmente diretor administrativo e candidato a vice-presidente na chapa de Andres Sanchez na eleição de 14 de fevereiro, disse que quem poderia falar sobre o assunto seria somente o departamento de marketing. Rosenberg e Caio Campos, o gerente da área, estão incomunicáveis tratando do novo patrocinador.
A assessoria do Timão alega que a chuva que castigou São Paulo nos últimos dias fez a obra parar. A reportagem apurou, porém, que falta dinheiro para continuar a reforma, que é mais complexa do que outras já realizadas no campo. Ou se arruma o gramado ou se paga o salário dos funcionários e jogadores.
