Membros do Cori formam grupo para investigar ações da atual diretoria
LANCEPRESS!
Em reunião do Conselho de Orientação (Cori) do Corinthians, na noite de terça-feira, o presidente Andrés Sanchez foi avisado de que será formada uma comissão para investigar ações de sua gestão, cujo slogan de campanha, em 2007, foi “Renovação & Transparência”.
Alexandre Husni, vice-presidente do Conselho Deliberativo; José Alves dos Santos Filho, vice do Cori; Mauro de Mello Gasparian, membro nato do Cori; e Rubens Gomes, vice de futebol em 2007, formam o quarteto da comissão.
As ações consideradas suspeitas envolvem a venda dos 10% do atacante Jô para o agente Giuliano Bertolucci, ligado ao iraniano Kia Joorabchian; o empréstimo sem juros de R$ 600 mil, feito pelo empresário Carlos Leite, que tem cinco jogadores e o técnico Mano Menezes como clientes no Timão; a possível fraude no registro de sócios inadimplentes no clube, entre outras.
A comissão deve entregar relatório ao Cori semanas antes da eleição presidencial, prevista para fevereiro. Dependendo do conteúdo, o Cori pode até orientar o CD a contestar a candidatura de Andrés.
Procurado pelo LANCE!, o presidente do Corinthians não respondeu às mensagens em seu celular.
PARA INVESTIGAR
Quanto vale Jô?
Em junho, Corinthians vende 10% a que tinha direito sobre o atacante para Giuliano Bertolucci, ligado a Kia, por cerca de R$ 2 milhões. Ao mesmo tempo, o agente participa da venda de Jô, do CSKA (RUS) para o Manchester City (ING), por quase R$ 60 milhões.
Empréstimo suspeito
Entre março e abril, Carlos Leite, agente de Mano Menezes e outros cinco jogadores do Timão, empresta R$ 600 mil ao clube sem juros. O dinheiro, segundo a diretoria, é usado para contratar Eduardo Ramos e Saci.
Turbo Sports
No início deste mês, diretoria anuncia que comprou 50% dos direitos sobre André Santos, que pertenciam ao Figuei-rense, com dinheiro da Turbo. A empre-sa, cujos investidores ninguém conhece, fica com 40% e cede 10% ao clube.
Fraude no sistema?
O Blog do Paulinho, Paulo Cezar de Andrade Prado, sócio do clube, aponta suspeita de fraude no registro de mais de 3 mil associados. As mensalidades poderiam não estar sendo pagas ou sendo desviadas dos cofres do clube.