Por JUCA KFOURI
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Obrigações cumpridas, tudo igual no G5
A torcida do Grêmio jogou bem, fez seu papel, foi ao Olímpico (30 mil torcedores presentes) apoiar o líder.
O time do Grêmio, porém, mais uma vez, jogou mal.
Fez 1 a 0 logo de cara num lance oportunismo de Reinaldo, o mesmo que, um pouco depois, quase ampliou numa cabeçada que foi ao travessão.
Mas, depois, sofreu.
Principalmente no segundo tempo, quando o Sport pressionou e foi muito mais perigoso.
Chegou, aliás, a perder um gol imperdível, com Wilson, aos 29, num rebote do ótimo goleiro Victor.
Alguém dirá que o que importava era a vitória, o que não deixa de ser verdade.
Mas com esse futebol o Grêmio não chegará ao tri.
No Morumbi nem a torcida (só 17 mil) nem o time do São Paulo agradaram.
Choveu muito e debaixo do aguaceiro o São Paulo virou para cima do Vitória, 2 a 1, com gols de Hernanes batendo falta e de Hugo de cabeça, um em cada tempo.
O jogo nem bem havia começado e Dagoberto perdeu gol feito.
Aí, aconteceram três lances de bolas alçadas na área do tricolor.
Na primeira, o zagueiro Leonardo Silva se antecipou à defesa e abriu o placar, aos 14.
Nas outras duas, por muito pouco, o rubro-negro não ampliou.
E houve, ainda, um pênalti de Rodrigo não marcado, ao empurrar Rodrigão, quando já estava 1 a 1.
O São Paulo, no entanto, teve, ao menos, frieza para virar e depois para manter o resultado, porque se o empate saiu ainda aos 28, com falha de Viáfara, da etapa inicial, o gol de Hugo foi aos 8 do segundo tempo.
André Lima, decorativo, teve de sair para Richarlyson entrar e ajudar na manutenção da vitória que mantém o São Paulo vivo, mas, a exemplo do Grêmio, em dívida com sua gente, embora sua gente também esteja em dívida com seu time, que abandona.
Finalmente, no Maracanã, coisa rara.
A torcida ficou devendo (28 mil pagantes, pouca gente para o padrão da massa) mas o time do Flamengo não.
Em noite de gala de Obina, o Mengo fez 2 a 0 no primeiro tempo e mais 3 a 0 no segundo diante de um irreconhecível Coritiba.
E três gols aconteceram graças a Obina, além de uma bola que ele cabeceou na trave.
No primeiro ele sofreu pênalti que Léo Moura converteu depois de pegar o rebote do goleiro Vanderlei.
O segundo ele fez, em jogada de Kléberson.
Do terceiro, de Ibson, é verdade, ele não participou, mas deu o quarto para Maxi.
O quinto foi de Bruno, o goleiro que, quando estava 0 a 0, fez duas defesas seguidas importantes, e que bateu pênalti já nos acréscimos, sofrido por Ibson.
Não mudou nada no G5.
Agora é esperar o sábado, quando jogam os Palestras, fora de casa.
O Cruzeiro com o Furacão e o Palmeiras com o Fluzão.