Por BONI
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Minha avó ,que viveu a crise de 1929, costumava dizer que quem conhece o ” fundo do poço” é balde.
E balde não trabalha na bolsa e não é especialista em mercado.
Não fala, não telefona, não escreve e nem manda e-mail como na história do sujeito que foi vitima do amor selvagem de um gorila africano.
O mundo tem sido violentado por guerras, ataques terroristas e o desprezo contínuo pelo meio ambiente.
Onde vamos parar?
Quando vamos parar?
A economia global ruiu como um castelo de cartas sob o efeito dominó.
O Bruno, meu filho, com seus companheiros de faculdade, andou pesquisando e me informou que a crise começou em 1999, quando o Governo Clinton pressionou as grandes empresas hipotecárias para facilitar a aquisição e hipotecas de casa própria, nos Estados Unidos.
Depois o Governo Bush soltou de vez o mercado .
A bola de neve cresceu e todos nós entramos em uma fria.
Agora, toda cautela é pouca.
Todo mundo vai ter que apertar o cinto.
O triste é que, fatalmente, uma onda de desemprego virá e atingirá os mais necessitados.
Os cortes começam sempre por aqueles que fazem serviços não essenciais e que, por isso mesmo, podem ser mais facilmente dispensados.
Minha avó dizia ,também, que a única forma do balde avisar que chegou ao fundo do poço é o barulho que ele faz quando bate lá embaixo.
O barulho desta semana foi grande.
Tomara que o balde tenha mesmo chegado no fundão..
Se chegou virá carregado de sujeira. Até a água clarear vai demorar.