Da FOLHA DE SÃO PAULO
Por JUCA KFOURI
——————————————————————————–
Nem bem começou e já começou: os velhos hábitos de sempre poluem o comitê que fará a Copa no Brasil
——————————————————————————–
O PRESIDENTE da CBF presidirá, também, o conselho de administração e da diretoria executiva do comitê da Copa-2014.
A filha dele, Joana Havelange, que não é Teixeira em homenagem ao ex-sogro João, na intimidade chamado de Giovanne pelo ex-genro, será a secretária administrativa.
O homem de imprensa, Rodrigo Paiva, é o mesmo da CBF; o homem do jurídico, Francisco Müssnich, é também o que a CBF botou no STJD; o homem das relações institucionais, Mário Rosa, é o mesmo que, desde as CPIs que complicaram Ricardo Teixeira, tratou de maquiar a imagem do cartola; só mesmo o economista Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central, diretor financeiro, é, digamos, sangue novo.
Assim é tratada a coisa pública no país, com a desculpa de que é privada. E o comitê da Copa já vem contaminado por personagens como Daniel Dantas na área jurídica e Duda Mendonça na institucional, como se sabe, tudo boa gente.
O governo federal a tudo vê, calado, cúmplice, sabe-se lá por quê.
Só falta mesmo convocar, se não for para 2010, o técnico Vanderlei Luxemburgo da Silva.
Que garantiu à rádio Globo que seria campeão mundial em 2002 se não tivesse sido demitido da seleção brasileira. Como garantiu, ainda, na mesma entrevista, que teria sido campeão olímpico se seu time, com dois jogadores a mais, não tivesse perdido de Camarões, “na partida em que melhor trabalhei”.
E pensar que a Copa da França teve a imagem de Michel Platini. E a da Alemanha a de Franz Beckenbauer. E que Pelé está com essa gente, apenas para ser usado por uns muitos trocados…